Para jovem, profissionalização é tendência
Wilson Menin Junior acabou de suceder o pai na Fazenda Rio Sertão, em Mamborê, e já percebeu que sem preparo não é possível tocar o negócio. ''Propriedade agrícola hoje é empresa e, como tal, precisa de boa gestão'', frisa. E pontua que o Programa Coamo de Formação de Jovens Líderes tem se tornado um bom começo para quem está no processo de sucessão ou pretende em algum momento assumir os negócios da família no campo.
Para ele, ter participado desse programa foi importante pela bagagem administrativa que adquiriu e também pelo contato com outros jovens que estavam vivendo histórias semelhantes à sua. ''Todo mundo tinha o mesmo foco e dificuldades parecidas. Foi uma boa troca de experiência'', relata Junior, que fez parte da turma de 2007 e vê nos encontros anuais do programa - em 2010, a confraternização estava marcada para ontem em Campo Mourão - a hora de reencontrar os amigos e renovar a troca de experiências.
A profissionalização que veio com a graduação e depois com o programa para jovens líderes foi fundamental para o rapaz. ''Não fosse isso, o processo de sucessão teria sido bem mais difícil'', afirma. Além disso, participar do curso da Coamo foi o momento de ''entrar'' oficialmente para o quadro de cooperados, se envolver com todo o processo e sua filosofia. ''O cooperativismo nos traz ferramentas para nosso crescimento pessoal, social e econômico. No caso da administração da fazenda, o auxílio da cooperativa acontece em todo o processo'', acrescenta.
Junior afirma que nunca se arrependeu de ter cursado agronomia e seguido o caminho do pai. E vai mais longe. Ressalta que se sente plenamente realizado. ''Esse ano a safra de soja foi perfeita'', diz sorridente e orgulhoso de seu trabalho. Na safra de verão, segundo ele, foram produzidos 672 hectares (ha) de soja, com produtividade média de 3.564 quilos/ha. E o pai, sente orgulho do filho? ''O pai é bem coruja. Apesar disso me dá liberdade. Antes de tomar qualquer decisão eu ainda ligo para saber a opinião dele. E ele diz que sou eu quem decido''.
O pai, Wilson Menin, 66 anos, confirma que o rapaz é realmente um orgulho para ele. ''Está saindo melhor do que eu esperava'', brinca Wilson. E acrescenta que neste curto período em que o filho está na administração da fazenda, já teve uma grande evolução como empresário e como pessoa. Para ele, investir na nova geração é fundamental para melhorar a forma de produção. ''Os jovens têm garra, força de vontade e muito mais ferramentas à disposição. Têm tudo para fazer um bom trabalho'', conclui.
Depois de assumir a fazenda, com cerca de 783 hectares onde são produzidos grãos, o produtor modernizou alguns setores, comprou novas máquinas, fez investimentos. Porém, afirma que apesar de tudo que tem aprendido com os cursos mundo a fora, dentro da fazenda ainda segue princípios básicos que aprendeu com o pai: amor pela terra e organização. ''A confiança que o pai depositou em mim foi incrível, tenho feito tudo para honrar isso''. (E.Z.)





