Para Itaipu, eclusa é inviável
A Binacional Itaipu acredita que a construção de uma eclusa, que permitiria a integração da Hidrovia Paraná-Tietê, é inviável do ponto de vista econômico e técnico. A empresa teria que desembolsar cerca de US$ 2 bilhões, quase 17% do valor total da construção da hidrelétrica.
De acordo com estudos da Itaipu, além de inviável não há nenhum interesse do Estado do Paraná na construção da eclusa. Com a passagem de barcos pela Itaipu, canalizaremos parte da produção do Paraná e do Paraguai para o Porto de Santos e enfraqueceremos o Porto de Paranaguá, diz o superintendente de Comunicação Social da Itaipu, jornalista Hélio Teixeira.
Para permitir a passagem de barcos, a eclusa de Itaipu precisaria de três degraus de 40 metros de altura, até chegar ao reservatório. Tecnicamente, somente as chatas com 40 metros x 200 metros passariam pela eclusa de Itaipu. No entanto, barcaças com esse tamanho não passam pela eclusa da Hidrelétrica de Jupiá, em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul.
Do ponto de vista técnico a construção da eclusa também é inviável, já que as mesmas chatas não passariam por Jupiá e seria necessário um terminal de transbordo, que acarretaria mais despesas no transporte, explica Teixeira. Na avaliação da Itaipu, a solução ideal seria a extensão da Ferroeste, de Cascavel a Foz do Iguaçu, com um ramal até o Porto de Santa Helena. A empresa acredita na estrada de ferro, que também é meio de transporte barato, e deveria ser utilizada no escoamento da produção do Paraguai e de municípios da região Oeste até o Porto de Paranaguá.
Por outro lado, de acordo com a assessoria da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), responsável pela obra da eclusa de Jupiá, até março do ano que vem a empresa deve colocar o sistema que permite a passagem de embarcações em operação.(A.F.)





