Para indústria, trigo tem qualidade
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sexta-feira, 08 de outubro de 2004
Reportagem Local 
Apesar das intempéries climáticas a qualidade do trigo colhido no Norte do Paraná está sendo considerada 'muito boa' para a indústria. A informação é do agrônomo Rui Marcos de Souza, gerente do Moinho Globo, de Sertanópolis. ''Não temos do que nos queixar da qualidade industrial do produto que está chegando no moinho'', destaca. O moinho, segundo ele, já recebeu quase 100% do produto entregue diretamente pelo produtor à unidade industrial. O volume é suficiente para dois meses de moagem.
De acordo com o agrônomo, embora a produtividade possa ficar abaixo do esperado, ainda é cedo para falar em importação. O moinho passa a comprar, nas próximas semanas, o trigo de cerealistas e cooperativas. Só depois é que será possível avaliar a necessidade de importação. ''Nossa expectativa é conseguir estender a compra dentro do País até a próxima safra'', comenta Souza.
O corretor de trigo da ACP Corretora, Nelson Okimura, destaca que este ano ''não está acontecendo problemas com o faling number (índice de queda) do trigo porque não choveu na colheita.'' O falin number, explica, mede se o trigo iniciou o processo de germinação. No ano passado, o índice oscilou devido a chuvas na colheita. Um fator que influenciou na qualidade, segundo Okimura, foi o uso de cultivares melhoradoras. ''O percentual de trigo melhorador plantado aumentou em relação ao ano passado'', observa, acrescentando que o trigo brasileiro está ''muito perto do ideal para a indústria.''
O Paraná, segundo ele, deve colher este ano 2,9 milhões de toneladas, podendo haver um ajuste para baixo em função de avaliações de queda. A previsão para o Brasil é colher é de 5,5 a 6 milhões de toneladas. Reportagem Local


