Brasília - As exportações do agronegócio registraram recorde entre janeiro e outubro, com US$ 36,2 bilhões, resultado 9,6% superior aos US$ 33 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. A Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avalia, porém, que houve uma perda do dinamismo no ritmo das vendas ao exterior no setor. Nos primeiros dez meses de 2004, os US$ 33 bilhões de exportações do agronegócio representaram um crescimento de 29,5% sobre o resultado do mesmo período do ano anterior.
''Essa trajetória de crescimento deve ser interrompida. Se alcançarmos o mesmo nível no ano que vem, vai ser uma grande conquista'', afirmou o chefe do departamento de assuntos internacionais e de comércio exterior da CNA, Antônio Donizeti Beraldo.
Ele explicou que a perda de fôlego do aumento das exportações do agronegócio está diretamente ligada à má performance do complexo soja (grão, farelo e óleo), carro-chefe da balança comercial agroFernanda Borges
Reportagem Local
  Um exemplo de que o marketing institucional pode fazer a diferença no consumo do leite no Brasil foi o dia de campo escolar promovido pela Emater durante a I Feira do Leite - Jagualeite, realizada em Jaguapitã, no início de novembro.
  ‘‘Beber refrigerantes é super legal, mas leite é bem melhor’’. Essa foi apenas uma das diversas orientações que os alunos da rede pública de ensino de Jaguapitã receberam durante o passeio, que teve como objetivo valorizar a produção do leite e promover o conhecimento dos jovens quanto à importância do consumo do alimento e de seus derivados. Além de técnicos, o dia de campo contou com a presença de veterinários, nutricionista e de produtores rurais.
  Foi no Sítio Santa Rita de Cássia, onde são produzidos 700 litos de leite por dia, que cerca de dois mil alunos, divididos em turmas de até 120 pessoas, aprenderam um pouco mais sobre a cadeia produtiva, os cuidados com os animais, a importância da higiene e os valores nutricionais do leite.
  Para o estudante Michael Tchopku, 17 anos, o passeio trouxe novos conhecimentos. Segundo o jovem, que vive na zona rural desde pequeno, o dia de campo abriu uma nova visão sobre a importância da higiene e do consumo do leite. ‘‘Percebi o quanto é importante manter sempre limpo o local onde os animais ficam. Também não sabia da quantidade de nutrientes que o leite pode nos proporcionar’’, comentou.
  Para o estudante Roberto de Oliveira Júnior, 17, que vive na cidade, o passeio foi agradável e diferente. ‘‘Achei muito interessante. A maioria das coisas que aprendi foi novidade. O leite realmente é um alimento muito importante para nosso organismo’’, ressaltou.
  Dias antes do passeio, profissionais já haviam percorrido escolas para dar palestras sobre a importância do leite na alimentação. A nutricionista Denilse Dalpozzo apresentou os valores nutritivos do leite. ‘‘É importante beber leite pelo menos três vezes por dia’’, destacou. O consumo, segundo ela, deve evitar alguns horários, como, por exemplo, logo após o almoço. ‘‘Há proteínas no leite que impedem a absorção de algumas vitaminas’’, explica.
  Além dos benefícios, os alunos conheceram também casos nos quais o leite de vaca deve ser evitado, como na alimentação de crianças com menos de um ano de idade em que é preciso priorizar o leite materno. ‘‘Há crianças que possuem intolerância ao leite de vaca, então devem consumir o extrato de soja’’, ensinou Denilse.pecuária do país.
De janeiro a outubro, as vendas de soja ao exterior caíram 12% em comparação com os dez primeiros meses de 2004, passando de US$ 9,29 bilhões para US$ 8,12 bilhões. A estimativa é que as exportações do produto fechem 2005 com US$ 8,8 bilhões, contra US$ 10 bilhões do ano passado. A redução foi provocada pela queda dos preços da soja no mercado internacional, que estão aproximadamente 15% inferiores aos da mesma época de 2004.
A CNA divulgou também estudo feito em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) que mostra que o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio em 2005 deve ficar em R$ 520,59 bilhões. ''É o pior desempenho desde a primeira estimativa realizada em 1995'', afirmou o chefe do departamento econômico da CNA, Getúlio Pernambuco. No ano passado, o PIB do setor foi de R$ 533,98 bilhões.
Getúlio citou três fatores para a diminuição: a quebra da safra brasileira (perda de 20 milhões de toneladas de grãos), a supersafra mundial, que reduziu os preços internacionais, e a valorização do real diante do dólar.

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