Mostrar a força do meio rural, o que produz de bom, o quanto produz e a diferença social e econômica que provoca no País é o objetivo de um projeto de comunicação proposto pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). A iniciativa pretende melhorar a imagem do setor dentro e fora do Brasil, mostrando à opinião pública e sociedade como um todo a verdadeira capacidade e pontecial da agricultura brasileira. O lançamento do projeto aconteceu na última segunda-feira, em São Paulo, durante o 9º Congresso Brasileiro do Agronegócio, com o tema Cenários 2011: Comunicação e Governança, que pela primeira vez discutiu a importância da comunicação para alavancar o setor.
''Não estamos bem na foto. Estamos expostos a múltiplas interpretações, muitas delas sendo críticas negativas radicais e até mal-intencionadas, criando situações que maculam injustamente a nossa imagem. Por isso precisamos nos defender e apresentar a agenda positiva de nosso setor'', afirmou Carlo Lovatelli, presidente da Abag. ''Nosso objetivo é que o Congresso seja a divisão entre a velha e a nova era de comunicação do agronegócio'', ressaltou.
Na opinião de Roberto Duailibi, sócio-diretor da DPZ Propaganda, um bom projeto de comunicação pode, sim, mudar e melhorar a imagem que as pessoas têm do meio rural. Ele frisou que a agricultura precisa conquistar prestígio, ser mais conhecida e o empresário do meio reconhecido. E citou que algumas coisas são fundamentais para mostrar para a população urbana a importância do setor, como frisar que quase tudo vem do campo: do alimento à calça jeans. ''O que é agrobussines? A gente precisa mostrar. O que gera o setor? Emprego, renda, qualidade de vida? A gente precisa mostrar'', enfatizou Duailibi.
''O agronegócio significa muita coisa: leite, commodities, carne, maquinário, manifestações, leilões, entre outros. Não existe uma imagem ou palavra que resuma o setor. É preciso criar uma marca que defina todas as cadeias produtivas do agronegócio brasileiro'', destacou.
Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas, acrescentou que o projeto tem o intuito de divulgar o agronegócio brasileiro por isso será institucional, ou seja, impessoal, sem assinatura e sem privilegiar nenhuma personalidade ou entidade. ''Com isso resolveremos o principal problema de nosso setor que é o branding'', explica. O termo é utilizado para definir o conjunto de práticas e técnicas que visam a construção e o fortalecimento de uma marca.
Segundo Lovatelli, o projeto ainda não está concluído e não há previsão do volume de recursos necessário para colocá-lo em prática nem de onde virá. A previsão, entretanto, é de que passada as eleições o projeto seja colocado em prática. Nos batidores, o comentário era de que o ator Lima Duarte será o protagonista dessa campanha de comunicação.

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