Para entidades paranaenses, medida é interessante
Para Carlos Augusto Albuquerque, assessor da diretoria da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), a iniciativa da Abag é muito positiva. ''A maioria das pessoas, principalmente do meio urbano, não percebe mas levanta e dorme dependendo da produção agropecuária. E isso precisa ser mostrado'', avaliou Albuquerque. Além disso, opina que fora do País a imagem do agronegócio brasileiro é deturpada, com divulgação de desmatamentos e trabalho escravo. ''Mas a gente cuida da terra e há fiscalização contra trabalho escravo'', pontuou.
Sozinhos, observou Albuquerque, os setores da agricultura e da pecuária não teriam recursos para colocar um projeto desses em prática. É importante, acrescentou, a participação de toda a cadeia do agronegócio. O assessor da Faep destacou que a entidade, assim como outras organizações do setor no Estado, já busca promover e divulgar o meio rural. O Agrinho, um dos projetos da federação, atende perto de 1,5 milhão de estudantes todo ano. ''Eles aprendem, por exemplo, que o leite não é produzido na caixinha, e sim no campo'', enfatizou ele.
Na opinião do presidente da Cocamar e diretor da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Luiz Lourenço, o projeto de comunicação proposto pela Abag poderá reverter a ideia que tem sido formada a respeito dos empresários do campo: depredadores, poluidores, fora da lei e uma série de outras acusações. ''E isso não é verdade. Nosso comportamento é bastante reto'', afirmou Lourenço.
Ele também frisou a necessidade de resgatar a importância da agricultura para a sociedade e sua contribuição tanto em questões ambientais, quanto econômicas. ''A gente separa embalagens, cuida do meio ambiente, gera emprego, renda e se destaca na balança comercial do País'', elencou. (E.Z.)





