Para entidades, entraves não prejudicam o setor
Mesmo com as dificuldades enfrentadas pelo agronegócio brasileiro, o segmento consegue ser altamente competitivo, avalia Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). Porém, há aspectos apontados no estudo da CNA que precisam ser trabalhados, na opinião dele. Um deles, é a educação no campo, cujo índice foi muito ruim entre os estados.
O presidente da Abag avalia que algumas instituições, como o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Serviço Social da Indústria (Sesi), têm feito um bom trabalho. "O problema da educação é gravíssimo, pois há uma barreira na qualificação da mão de obra", observa. Carvalho destaca que resolver o problema em curto prazo é complicado, mas salienta que cada setor tem que treinar e qualificar a sua mão de obra. Ele reclama também dos altos custos trabalhistas, que são maiores do que os índices de produtividade. "Se corrigirmos esses defeitos, seremos imbatíveis", salienta o dirigente da Abag.
SETOR INDUSTRIAL
As indústrias ligadas diretamente ao agronegócio também reclamam que há uma dificuldade no treinamento da mão de obra, a exemplo das fabricantes de maquinários agrícolas. Mesmo com essas e outras dificuldades, esse segmento é considerado um dos mais competitivos do mundo, na avaliação de Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Equipamentos Agrícolas (CSMIA), da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
"No setor de maquinários, somos altamente competitivos", comemora o representante da Abimaq. Porém, avalia ele, sempre há o que melhorar. Na sua avaliação, é necessário investir mais em pesquisa e inovação. Estevão completa que as indústrias de máquinas e equipamentos fabricam hoje praticamente tudo o que é usado no campo, com poucos produtos importados. Isso, assegura ele, ajuda a garantir a competitividade no setor. (R.M.)





