Neste ano, as cooperativas do Paraná esperam um faturamento de R$ 50,9 bilhões, aumento de 10% se comparado a 2013. A receita é considerada positiva, avalia Robson Mafioletti, coordenador técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). Por outro lado, ele observa que 2015 será um ano de ajustes e redução de gastos, por isso os próximos 12 meses terão poucos investimentos.

Mafioletti não arriscou dizer o quanto as cooperativas devem arrecadar em 2015, mas deixou escapar que, se o clima ajudar na produção de soja, o faturamento poderá ser maior do que neste ano. Mesmo em um cenário econômico desfavorável, o coordenador técnico afirma que as cooperativas não estão deixando de investir no agronegócio paranaense. As instituições, salienta ele, estão cautelosas em dar qualquer tipo de palpite em relação ao ano novo.

Jorge Hashimoto, presidente da Cooperativa Integrada em Londrina, afirma que está preocupado com a baixa na economia mundial, inclusive em relação aos valores das commodities. "Até agora os preços estão se mantendo em um determinado patamar, já que o mercado estava esperando uma queda nos preços que ainda não aconteceu", observa o presidente da cooperativa.

Hashimoto teme que no próximo ano haja uma elevação no valor dos insumos, que elevará diretamente os custos de produção das lavouras. Mas, por enquanto, o dirigente avalia que o cenário é positivo para a cooperativa. Neste ano, mesmo registrando uma quebra de 20% a 25% na produção de grãos, motivado pelas más condições do clima, a Integrada espera um incremento em seu faturamento de 10% em relação a 2013, quando foram arrecadados R$ 1,75 bilhão.

Mesmo com as incertezas de mercado, Hashimoto destaca que a Integrada não deixará de investir no agronegócio em 2015. Um dos seus investimentos será na indústria de suco de laranja. Neste ano, a cooperativa esmagou 1,3 milhão de caixas, com meta de processar em 2015 em torno de 2 milhões de caixas. "Além disso, em 2015 deverá entrar em operação a nova indústria de milho da Integrada no município de Andirá (Norte Pioneiro)", comemora.

NA LAVOURA

João Francisco, produtor na região de Londrina, afirma que as más condições climáticas devem reduzir a sua produção de soja na safra 2014/15. Porém, mesmo com uma queda na produção, ele acredita que a temporada tende a ser positiva, motivada pelo valor elevado da oleaginosa. Ao todo, o sojicultor semeou neste ciclo 288 hectares de soja e espera colher 58,3 sacas por hectare. Ele só lamenta que o atraso do plantio da oleaginosa deverá adiar a semeadura de milho na segunda safra. (R.M.)

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