Para Anda, medida não vai alterar os preços
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 18 de julho de 2003
Rosana Félix<br>Equipe da Folha 
Segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), o mercado de fertilizantes não deve sofrer mudanças por causa das novas regras do Ministério da Agricultura, na importação de fertilizantes. Além disso, o preço dos fertilizantes não deve sofrer redução, como o setor produtivo está esperando. Essa é a avaliação do diretor-executivo da entidade, Carlos Alberto Pereira da Silva.
Mesmo com a facilidade que as cooperativas e produtores independentes passaram a ter para adquirir produtos direto do exterior, as empresas não devem perder clientes. Para Pereira da Silva, o processo de importação é muito complexo, e por isso as cooperativas e produtores não teriam interesse em fazer a compra diretamente. ''Há toda uma linha de negociação para ser feita, envolvendo bancos internacionais. Não é a mesma coisa que adquirir um produto em um supermercado'', afirmou.
Pereira da Silva ressaltou que os consumidores sempre puderam comprar diretamente os fertilizantes. ''O governo federal desburacratizou a operação. Mas já prevíamos que cooperativas como a Coamo, uma das mais sólidas do Brasil, não teriam interesse em importar diretamente'', observou.
O preço dos fertilizantes não deve sofrer alteração porque se trata de uma commodity agrícola, explicou o diretor-executivo da Anda. ''O fabricante nacional tem que ter um preço competitivo. Se o importado subir ou cair, o nacional vai acompanhar, e isso é determinado pelo mercado mundial'', declarou. Segundo dados da Anda, o Brasil importou pouco mais de 10 milhões de toneladas de fertilizantes, o que corresponde a 55% do consumo interno.


