Difícil manter os preços
Agricultores e comerciantes acham difícil manter os preços após terceiro trimestre deste ano quando está prevista grande oferta de produtos. A Confederação Nacional da Agricultura está propondo medidas de suporte à comercialização. A preocupação é com a queda de preços abaixo dos valores de custo, o que é pouco provável. Embora capitalizada, agricultura não teme que a grande euforia se transforme em pesadelo. O milho safrinha é um exemplo de vulnerabilidade, tanto que o Deral está propondo medidas como contratos de opção de compra.
Dólar trava mercado da soja
Depois de cair espetacularmente na quarta-feira, a cotação do dólar reagiu com a mesma rapidez no dia seguinte. Influência de declarações políticas que geraram especulações. Mas refletiu no mercado da soja que recuou defensivamente na quinta-feira. Muitos negócios deixaram de ser fechados. Preços giraram em torno de R$ 40,00 no mercado físico de Cascavel, Maringá e Cornélio Procópio. Dependendo da praça, os preços da segunda semana de janeiro recuaram entre R$ 5,00 e R$ 7,00 por saca em relação aos preços vigentes em dezembro. Na Bolsa de Chicago, na quinta-feira, contratos de março fecharam em US$ 5,4975/bushel, ou R$ 12,12/saca.
Arroba já caiu 2% em janeiro
O preço da arroba do boi caiu 2% somente em janeiro, considerando as médias das 24 pesquisas pela Scot Consultoria. Em São Paulo o preço de referência esta semana foi R$ 57,00/arroba, mas houve muitos negócios a R$ 58,00. No Paraná melhores preços foram praticados nas praças do Noroeste. Em Paranavaí variu entre R$ 56,00 e R$ 57,00 para descontar o Funrural e com 20 dias de prazo. Os pecuaristas sabem que não vão conseguir recuperar os preços via consumo. O único fator de alta será uma redução na oferta de animais gordos.
Carne bovina reflete no frango
A queda nos preços da carne bovina adiou por mais algumas semanas as pretensões da avicultura de corte no Paraná, que esperava reação após enxugamento dos estoques em dezembro. O frango é alternativa para a carne bovina e por isso não decolou. O consolo é que janeiro é um mês fraco para todas carnes. O quilo do frango vivo esta semana em Maringá variou entre R$ 1,45 e R$ 1,60.
Bolsinha especula com estoque
A entrada de feijão da nova safra de vários Estados, embora em pequena quantidade, foi registrada ontem na chamada Bolsinha Paulista, ponto de referência para o mercado de feijão em todo o País. É possivel que venha aí uma tentativa de esfriamento do mercado. No Paraná, o mercado não promete ir além dos preços praticados quinta-feira em Apucarana, entre R$ 80,00 e R$ 85,00/saca do produto escolhido e limpo, com sacaria nova.

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