Palmito juçara se destaca em vários pontos da propriedade
Dentre as espécies de árvores cultivadas por Steidle, uma vem se destacando e surpreendendo até os mais otimistas. O palmito juçara encontrou na Fazenda Bimini um viveiro natural, em meio aos arboretos, nas curvas de nível e até mesmo isolado nos jardins. De acordo com o agricultor, em estado original, o juçara, espécie própria da Mata Atlântica, cresce disputando luz com outras árvores.
Todas as plantas existentes na Fazenda são produzidas no próprio local. As sementes, que levam seis meses para germinar, ficam mais um ano no saco plástico. Depois de terem atingido cerca de 25 centímetros, as mudas de juçara são plantadas em áreas diversas. Numa delas, o palmito cresce em consórcio com feijão guandu e pés de mamona. Segundo Steidle, depois do fim do ciclo de vida do feijão, que dura três anos, o palmito já adquiriu rusticidade suficiente e altura de 2,5 metros sobreviver sozinho. Na área experimental, as folhas, que são um indicador da saúde da planta, estão verdes, sem se ressentir da presença do sol forte.
Um outro método utilizado por Steidle é ainda mais prático. ''Simplesmente espalho as sementes'', conta. Ele vai abrindo pequenas covas com enxadão e cobrindo as sementes com a terra. A maior vantagem, conforme ele destaca, é o mínimo de mão-de-obra. ''Se der trabalho o agricultor desiste'', reforça. Steidle faz questão de dizer que a presença marcante do palmito na fazenda representa um resgate do valor histórico da planta. ''Na colonização (do Norte do Paraná) o palmito serviu de alimento, foi casa e calha''. Atualmente, para testar as potencialidades do palmito, Steidle está fazendo suco da polpa do juçara. Bem parecido, principalmente na cor, com o açaí, o suco tem tudo para se tornar popular. (M.B.)





