A Palmeira Real da Austrália começou a ser implantada no Paraná no início do ano passado e já está gerando um razoável nível de emprego no campo, inclusive numa época em que a oferta de trabalho é baixa, como agora. Estima-se que quase 200 pessoas estão trabalhando no plantio de mudas na fazenda Canadá de Londrina e parceiros da região (Fazendas Favoreto, Turquino e cooperados da Nova Produtiva, de Astorga). A média é 200 empregos diretos durante os 60 dias de plantio. Os plantios são feitos entre março e maio e entre setembro e novembro. Os períodos não são exatos porque os escalonamentos variam conforme critérios de cada produtor. Esta semana, só na Fazenda Canadá, trabalharam 28 pessoas todos os dias.
Ao dar a informação, o empresário João Vioto Neto, um dos precursores da Palmeira Real da Austrália na região, disse que o organograma para implantação da cultura está sendo cumprindo sem atraso, devendo culminar com a instalação da indústria de palmito em conserva em janeiro de 2006.
A meta no campo é chegar em dezemgro deste ano com 5,25 milhões de mudas (239 ha), ''que já é o módulo mínimo necessário para início da fábrica a partir de janeiro de 2006. O cronograma prevê o lançamento da fábrica em setembro de 2004, no início da primavera'' - disse o empresário.
O projeto tem a participação e acompanhamento de técnicos da Epagri, de Santa Catarina. A idéia também foi inspirada em plantios comerciais bem-sucedidos naquele Estado, segundo o empresário.
Com apoio técnico a gente descobriu uma série de coisas -comenta João Viotto Neto. O plantio de milho nas entrelinhas da palmeira tem a vantagem de promover o sombreamento das plantas, manter a área limpa de pragas e gerar o lucro do milho que está com bons preços.

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