Manejo Integrado de Pragas (MIP) e Manejo Integrado de Doenças (MID) serão alguns dos assuntos que deverão ser abordados na grade de palestras da Expocop 2015. Coordenado pelo engenheiro agrônomo Nelson Harger, do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), a apresentação visa mostrar os resultados da adoção dos dois sistemas em lavouras assistidas na safra 2014/15.
Com a adoção do monitoramento constante das lavouras, a média do número de aplicações com defensivos agrícolas foi de 2,1 vezes durante todo o ciclo da soja, contra uma média paranaense de 4,8 vezes. Essa redução, avalia Harger, se deve ao acompanhamento semanal das lavouras e a intervenção química somente quando era estritamente necessário. "Verificamos a quantidade e a espécie da praga para daí decidirmos se aplicamos ou não o defensivo químico", esclarece.
Muitas vezes, avalia Harger, o número de pragas é muito pouco e não chega a comprometer o desenvolvimento. Para isso, destaca ele, há o sistema de pano de batida, que verifica a quantidade de pragas, no caso dos insetos, por metro linear. Se o número for muito baixo, não há a necessidade de intervenção.
"Essa redução no número de aplicações chama a atenção porque reduz a carga de inseticida na lavoura", observa o agrônomo. Outro resultado positivo é a prorrogação da primeira aplicação com agrotóxico depois do surgimento da planta, que foi do 35° dia para o 66° dia nas lavouras monitoradas.
Ao todo, segundo Harger, foram alvo de estudo 159 propriedades de referência. Segundo ele, com a adoção de boas práticas de cultivo, é possível alcançar bons resultados. (R.M.)

mockup