Paixão pelo campo
Apaixonada pela vida rural, Rosângela Peruzi não quer nem pensar em viver na cidade. Esposa de um agricultor de Cambé, ela divide o tempo entre os cuidados com a casa, os filhos e o marido e os afazeres no sítio São Pedro, em Bratislava, onde mora. ''Cuido da alimentação do gado e do cultivo do café, enquanto meu marido está na lavoura'', contou.
Como se não bastasse, Rosângela ainda trabalha como instrutora na Associação de Proteção à Maternidade e Infância (APMI) de Cambé, atendendo mulheres e adolescentes ligadas ao campo. Sua especialidade é artesanato.
''As mulheres do campo não têm muitas opções de divertimento e aproveitam as reuniões da APMI para se encontrar e conversar. É uma terapia, uma forma de fazer novas amizades'', explicou.
Ela ressalta que a parceria com os homens é que torna o trabalho feminino ainda mais significativo no campo. ''Os cursos técnicos e os encontros só são possíveis graças à parceria com entidades como a Emater, que são lideradas por homens'', disse.
O técnico agrícola Romeu de Souza, responsável pelo escritório da Emater em Cambé, enfatiza a organização feminina durante os cursos e encontros. ''Nós sugerimos um curso e elas mesmas se organizam para participar. Elas aprendem e trabalham sempre em conjunto e respondem bem mais que os homens ao que foi ensinado'', declarou o técnico.
Segundo ele, as mulheres já estão prontas para discutir assuntos técnicos de igual para igual com os homens. ''É importante que a mulher encare a propriedade rural como uma grande empresa e saiba como administrá-la sozinha'', concluiu. (M.G:)





