Paisagismo: negócio para profissionais
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sexta-feira, 28 de março de 2008
Raquel de Carvalho<br> Reportagem Local 
Erich Franz Kuhnlein deixa sua marca em ruas, praças e jardins de residências em todo norte do Paraná. A sua atuação está registrada na história de Londrina, onde fez projetos paisagísticos, arborizou vias urbanas e rurais e há muitos anos comercializa plantas de diversas espécies, atendendo clientes de diversas regiões.
Vindo da Alemanha em 1952, Kuhnlein dedicou toda sua vida a fornecer plantas para compor espaços externos e internos. Diariamente, percorre estufas e campos da propriedade na zona sul de Londrina e na Warta, acompanhando o desenvolvimento de mudas e árvores, com ares de quem gosta e entende do negócio.
Plantas, flores e árvores sofrem os reflexos do cuidado e dedicação do produtor, efeito que se vê nas propriedades do paisagista. Kuhnlein já perdeu a conta do número de espécies que cultiva, mas tem opções para grandes e pequenas áreas, jardins tropicais e europeus, gramas, arbustos e árvores de grande porte.
O paisagista afirma que a dedicação não é característica de todos os que trabalham nesta área. ''Tem várias pessoas que se dizem profissionais, mas que apenas vendem as plantas e não se interessam em saber, por exemplo, se 'pegou'', relata. Segundo ele, é papel do paisagista ou do responsável pela implantação do jardim a orientação sobre a escolha das espécies. ''O cliente muitas vezes tem algumas idéias que não são possíveis de ser executadas. Então cabe ao profissional ajustar o desejo do comprador ao que é possível fazer'', explica.
O paisagista também cita fornecedores de outros locais que vendem mudas e plantas no meio da rua. Segundo ele, ao comprar desses caminhões não se tem garantia da procedência, nem da qualidade dos produtos, além de prejudicar o comércio local. ''Plantas são vendidas por preço de nada, e o comerciante não assume qualquer responsabilidade se o produto vai vingar'', critica.
Ao decidir pela implantação de um jardim, cliente e paisagista devem considerar o desejo e a viabilidade do projeto. ''Jardim também é uma questão de moda'', diz Kuhnlein. No entanto, ressalta, é preciso optar por espécies que atendam à expectativa do cliente e sejam adequadas ao espaço e às condições do local. Segundo ele, há dezenas de publicações sobre o tema, mas deve haver bom senso na hora da escolha.
Nas propriedades de Kuhnlein existem inúmeras opções: plantas de cobertura, como o tapete persa, que possibillita contraste de cor, dezenas de palmeiras, muito procuradas atualmente. Entre as espécies disponíveis estão a lacubia, real, imperial, palmeira de leque, meditearranee, raphis.
Há também azaléias, acácia, cassia imperial, cassia manduranea, quaresmeiras. Ao percorrer a área encontram-se surpresas como a estrelítzia lança, planta de extrema beleza, cuja flor lembra um pássaro colorido. No local existem raridades como uma planta de origem africana. ''São tantas espécies que temos até dificuldade em lembrar o nome de todas'', afirma Lindinalva Kuhnlein, esposa de Erich.
É possível escolher também plantas mais comuns, como o lírio da paz. Para ambientes fechados são muitas as opções de plantas que não necessitam de muita luz. Uma delas é a zamiocules, que sobrevive até no escuro e exige pouca água.
Quem estiver à procura de opções para separar ambientes, é possível encontrar cercas-vivas como a ligustra variegata ou a verde. Para outras finalidades há ainda os ipês, tipuana, magnólia amarela e branca e plátano, além de centenas de outras espécies.


