O aumento na produção do trigo dá um fôlego para a balança comercial brasileira. No ano passado, quando o Brasil produziu apenas 3 milhões de toneladas do grão, gastou cerca de R$ 1 bilhão para importar 7,4 milhões de toneladas da Argentina, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo).
O grande volume importado em 2002 pesou no bolso do consumidor. Por causa da variação cambial e dos preços internacionais elevados, os moinhos pagaram muito caro pelo produto. A situação fez com que a cadeia da triticultura brasileira se articulasse para lançar o plano plurianual do trigo. A intenção é chegar em 2007 com produção de trigo de cerca de 6,5 milhões de toneladas, cobrindo 60% da demanda nacional.
Os gastos com alimentação foram os principais responsáveis pela inflação de 2002. Em Curitiba, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atingiu 12,66%. Considerando apenas alimentos e bebidas, a inflação atingiu 19,85%. Nesse grupo, farinha, féculas e massas tiveram alta de 52,55%. (R.F.)

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