A pecuária brasileira, de acordo com Kepler Euclides Filho, pesquisador da Embrapa Gado de Corte, está vivendo um momento promissor e precisa aproveitar a oportunidade. Ele calcula que nos próximos 20 a 25 anos poderemos vivenciar o que chama de ''Revolução Animal''.
Segundo o pesquisador, a agricultura na década de 70 viveu a Revolução Verde. Agora será a vez da pecuária. Se na Revolução Verde ocorreu um incremento no uso de insumos e produtos agrícolas resultantes do aumento de oferta, vamos vivenciar agora, de acordo com o pesquisador, um aumento no consumo de produtos de origem animal. ''Será uma revolução com aumento pela demanda de alimentos de origem animal em todo o mundo por parte dos países em desenvolvimento, para atender o aumento da população.''
Os países desenvolvidos, de certa forma, têm hoje consumo e crescimento da população estabilizados, segundo o pesquisador. Mas os países em desenvolvimento, afirma Keppler, terão maior demanda por alimentos e o Brasil por várias condições (área, clima, etc) tem plena capacidade de atender esta demanda e ser o grande fornecedor de produtos de origem animal para ao mundo. ''Basta gerenciar melhor os resultados e ser mais eficiente.''
Estudos já comprovam que no caso da carne bovina, por exemplo, estão caindo os conceitos de que o consumo faz mal a saúde, avisa Keppler. O mesmo acontece com a carne suína. ''Hoje as questões de consumo são mais mercadológicas. Quem tiver qualidade para provar isso leva o mercado''.
Segundo dados da Embrapa, no Brasil, o consumo de carne bovina vem aumetando rapidamente. ''Em 1975 o consumo per capita era de 12kg e no ano passado somou 40kg/habitante/ano. Outros países têm potencial de aumento de consumo ainda maiores, caso da China, que tem alto crescimento populacional.'' (C.B.)

mockup