País monitora aves migratórias
Uma das medidas mais recomendadas é a instalação de tela de proteção em todas as instalações que possuam aves, para evitar o contato com aves migratórias. Liana cita que há ''fortes evidências'' de que essas aves sejam o meio mais provável de alastramento da doença. ''Mesmo assim, não há como impedir o total contato com essas aves. E nem se pode criar o pânico de que ave migratória é um perigo, de que todo mundo tem que sair por aí catando passarinho com medo de que ele possa transmitir a Influenza'', ilustra. Há um programa de monitoramento que tenta identificar que tipos de vírus existem nas rotas das aves migratórias que passam pelo Brasil.
As aves aquáticas, de acordo com a pesquisadora, são um reservatório natural do vírus. ''O pato, o marreco e o ganso, por exemplo, são portadores naturais do vírus e podem não desenvolver a doença''. A pesquisadora lembra que, do ponto de vista da avicultura comercial, não se deve misturar vários tipos de aves. A presença desses animais perto de um aviário comercial, aumenta as chances de espalhamento da doença.
Quem possui essas aves deve observar principalmente os índices de mortalidade e, se elevados, devem chamar médicos veterinários dos órgãos públicos.
Uma coisa é certa, caso a Influenza entre no Brasil, as perdas econômicas seriam grandes. Os primeiros prejudicados seriam as exportações dessa carne. ''Mas se o controle for bem feito, com a localização rápida do foco e aplicação dos procedimentos sanitários indicados, o problema poderia ser contornado rapidamente. O mais importante é o País trabalhar duro agora, não poupando esforços em pesquisa, prevenção e controle sanitário'', finaliza.





