‘‘Os pecuaristas paraguaios estão reaprendendo a importância de vacinar o rebanho contra a febre aftosa e a valorizar a qualidade dos animais’’. Esta foi a frase do presidente da Associação Rural de Alto Paraná (ARAP), Eduardo Barreto, enquanto imunizava as últimas cabeças de gado em sua fazenda.
Barreto estava acompanhado do técnico da Associação Rural do Paraguai (ARP), Jorge Cabaña. O veterinário foi enviado de Assunção para a região de Alto Paraná (departamento que faz fronteira com o Brasil), onde está avaliando as melhorias conseguidas no rebanho através de inseminação artificial e compra de animais puros. ‘‘Os criadores estão investindo em melhoria genética há quase 20 anos, mas foi nos últimos três que a valorização tem sido bem maior’’, comentou Cabaña, no momento em que avaliava as condições físicas dos touros reprodutores criados na fazenda do presidente da ARAP.
A propriedade tem 85 hectares e fica em Hernandárias no Paraguai, distante 40 quilômetros de Foz do Iguaçu. Segundo Barreto, que possui outras duas fazendas (totalizando 780 hectares), o local é usado apenas para criar zebuínos puros e promover cruzamentos com raças européias. Atualmente o rebanho tem animais híbridos de angus e nelore. ‘‘Não penso muito em leilões. Faço isso pensando em rendimento de peso e produção de carne com boa qualidade’’, resumiu o pecuarista e também dono de açougues e matadouro.
Barreto lembrou que nunca houve qualquer registro de febre aftosa em seu rebanho nos 21 anos de lida com bovinos. Disse ainda que sempre vacinou o gado e que lamenta o fato de muitos pecuaristas paraguaios não seguirem as determinações do Senacsa. ‘‘Isso está acabando porque os criadores estão conscientes que somente eles irão perder com o aparecimento de novos focos da doença. Basta ver a situação dos vizinhos argentinos’’, comentou.
A ARAP mantém 75 associados e faz parte da ARP, que conta com mais de 500 pecuaristas. O departamento de Alto Paraná conta com 320 mil cabeças de gado. (E.D.)

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