Padrão de qualidade garante bônus
Representante paranaense na produção de marcas, o frigorífico Novilho Nobre, comercializa cerca de 150 toneladas de carnes em pouco mais de 200 pontos de venda, entre restaurantes e supermercados no Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul.
A carne é de raças européias, com preferência para as britânicas, em especial o Red Angus. No sudoeste do Paraná, alguns produtores já trabalham com a cruza britânico X Caracu. ''O resultado de maciez e sabor é indiscutível, mas ainda não temos escala suficiente. Estamos fomentado o negócio com mais criadores'', conta Marco Gioto, proprietário da Novilho de Nobre, de Balsa Nova, na Região Metroplitana de Curitiba. Ele comemora o interesse do mercado pelo que produz. ''A demanda é maior que a oferta'', afirma.
O produtor que atende a marca com o padrão desejado, chega a receber 5% de plus no valor da arroba no momento da venda ao frigorífico. Nas exigências estão três milímetros de capa de gordura, marmoreiro, rastreabilidade e idade do animal.
Gioto não acredita na tese da carne de qualidade direcionada apenas para cortes nobres ou para o público gourmet. Ele apostou na dona-de-casa para aumentar o lucro e diminuir o desperdício. Em seus cálculos, apenas 25% do boi é utilizado em cortes especiais comercializados em embalagem da marca que geram um maior valor agregado. O restante, que não tem apelo mercadológico para churrascos - como o dianteiro -, é aproveitado pela indústria para o preparo de hambúrguer, espetinhos, carne moída e almôndegas.
Em um supermercado em Curitiba, a empresa mantém um funcionário no açougue para manipular cortes do cotidiano como o coxão mole ou patinho. ''Estes cortes não têm embalagem especial, mas levam um selo da marca para dar confiança ao consumidor. É uma forma de agregar valor a um produto que não tem um marketing forte e oferecer qualidade mais em conta'', analisa Gioto.
O empresário também destaca que está na moda cozinhar em casa para amigos e fazer da comida um elo de união, principalmente no meio masculino. ''O homem brasileiro descobriu a cozinha e com ela o consumo de sabores diferenciados. Boa parte do nosso público é de cozinheiros amantes de churrasco. Muitos apartamentos tem churrasqueira na varanda, o que pulverizou as vendas para meio de semana também''. (C.P.)





