Paciência e persistência são base do treinamento
Nos 10 dias do curso, os participantes tiveram noções de fisiologia e dos hábitos dos equinos. Por cinco dias, o trabalho foi realizado com o cavaleiro no solo e na segunda etapa, montado. Além de atender aos comandos de voz, os animais aprenderam as andaduras de passo, trote e galope.
A resistência do animal foi quebrada com um trabalho que começou com a aproximação. No redondel, o domador fica sozinho e fala com o animal para que este se acostume com sua presença e cheiro. Na segunda etapa, o animal é tocado, depois é colocado no pescoço o buçal, preparado especialmente pelo aluno. Na sequência, o domador aprende a cabrestear o animal, caminhando ao seu lado.
Os equinos depois passam pelo ''banho de arreios'', processo que tem a finalidade de ''tirar as cócegas'', ou acostumar o animal ao contato dos equipamentos de montaria. A sensibilidade ao contato é retirada também com duchas de água com pressão. No ''banho de gente'' o corpo do aluno entra em contato com o do animal.
Na segunda etapa, o cavaleiro já pode montar no animal e repete os exercícios feitos no solo, fazendo o passo, trote e galope, usando rédeas de borracha. É feito também o charreteamento, que consiste em controlar o animal no solo com se o cavaleiro fosse uma charrete.
Após essa fase, o domador vai iniciar o trabalho com as rédeas, conduzindo o animal em círculos no redondel, imprimindo várias velocidades. No final do curso o aluno consegue que o cavalo faça até mesmo o recuo, o movimento mais antinatural dos equinos. (R.C.)





