Ovinocultura, como produzir mais e melhor
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sábado, 10 de dezembro de 2011
Adriana De Cunto <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - O aumento na procura de carne de cordeiro em todo o Brasil impõe um desafio para os produtores do setor: como incrementar a produção com a qualidade que o mercado exige? O Paraná tem um rebanho de ovinos de 600 mil cabeças e os 13 milhões de animais que formam o plantel nacional são insuficientes para atender o consumo. O brasileiro consome por ano 770 gramas de carne de cordeiro. E a demanda vem aumentando. Lideranças do setor calculam que o País só produz 20% da carne de cordeiro que consome. O restante é importado do Uruguai, Austrália e Nova Zelândia.
Segundo a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), em outubro o País importou 12,6% a mais de carne ovina uruguaia comparado a setembro, totalizando 367 toneladas. Esse aumento nas importações ocorreu por conta da maior demanda com a chegada do fim de ano.
Tomando como base o consumo per capita no Brasil, o vice-presidente da Cooperativa Coopercapanna, de Londrina, Ricardo Luca, acredita que só para atender a sua base, os produtores da região precisariam de um rebanho de 21 mil matrizes. O plantel da Coopercapanna, com 35 cooperados, é formando por no máximo cinco mil cabeças. ''Se hoje dobrássemos a nossa produção, mesmo assim seria insuficiente'', lamenta Luca.
Mesma dificuldade tem a diretoria da Cooperativa Castrolanda, de Castro, que há seis anos começou a organizar os seus filiados para a cadeia produtiva da ovinocultura. O rebanho da entidade reúne mais de cinco mil matrizes, mas necessitaria de 15 mil para atender a demanda regional, permitindo o abate de 15 mil animais/ano - índice que a Castrolanda pretende alcançar até 2015.
O coordenador do setor de ovinocultura da Castrolanda, Tarcísio Bartmeyer, informou que cerca de 30 cooperados trabalham com a ovinocultura. Ele defende que investir neste setor é uma excelente oportunidade de agregação de valor na propriedade, principalmente para os agricultores que têm áreas ociosas no inverno. Bartmeyer lembra que os produtores investem constantemente em genética especializada para carne, obtendo cordeiros com excelente padrão de carcaça e de cortes especiais.


