Os criadores de ovinos estão finalizando um projeto para estimular o crescimento do rebanho, melhoramento genético dos animais e qualidade da carne, além de melhor colocação no mercado para a lã. O objetivo é profissionalizar a atividade, garante o presidente da Associação Paranaense de Criadores de Ovinos (Ovinopar), Hamilton Mello.
Eles querem um apoio oficial do Governo do Estado e das instituições de pesquisa e ensino para ampliarem conhecimentos sobre a criação, programas de estímulo à atividade e pesquisas que auxiliem num manejo mais profissional da criação.
''Queremos mudar a imagem da criação, desgastada nos últimos anos por algumas tentativas frustadas e sem profissionalismo; e mostrar a viabilidade da ovinocultura, que quando bem reduzida se mostra como boa fonte de renda'', avalia Mello.
Parte deste projeto foi discutido em junho, numa reunião entre produtores e técnicos, promovida pela Ovinopar. O projeto deverá ser apresentado ao vice-governador e secretário de Agricultura, Orlando Pessuti, nos próximos dias.
Segundo o presidente da Ovinopar, o setor está preocupado com os rumos que a atividade vinha tomando nos últimos anos. ''Queremos reverter a situação e colocar o Paraná de volta numa posição privilegiada na criação e abate de ovelhas'', afirma.
Atualmente, de acordo com Mello, existe uma grande demanda pela carne de ovinos, mas não existe oferta suficiente. O Paraná possui potencial para aumentar a produção, garante Mello. No entanto, ele reconhece que falta organização do setor produtivo.
Uma das primeiras medidas a serem adotadas, de acordo com Hamilton Mello, deverá ser um levantamento real do plantel existente no Estado e do potencial de produção em carne. Pelas estimativas da Seab, afirma Mello, o rebanho paranaense é de 500 mil cabeças, mas ele acredita que esse número é bem maior.
''Queremos criar núcleos da Ovinopar no Estado, com suporte técnico para atender o ovinocultor,'' afirma Mello.
Os criadores querem também encontrar melhor mercado para a lã. No Paraná, como os ovinos são destinados à produção de carne, a lã é um subproduto. ''Mesmo assim é um produto que precisa ser melhor remunerado,'' garante Mello.
Atualmente a Ovinopar tem reunido a produção de lã, que é vendida para o Rio Grande do Sul e São Paulo. Só com a remuneração da lã, segundo Mello, o produtor pode custear o manejo de vermifugação dos animais.

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