Com o objetivo de dar mais transparência à administração que tomou posse em março do ano passado, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) criou uma Ouvidoria, que desde agosto, quando foi instalada, vem recebendo reclamações, demandas, denúncias e sugestões. Por enquanto a maior procura pelo serviço é por parte do público interno da empresa, ou seja, de funcionários e superintendências espalhadas pelo País. A Companhia quer, porém, atender toda a clientela ligada de alguma forma a seus serviços.
Segundo o ouvidor Ricardo João Santin, o público-alvo da Conab são os armazenadores. Mas a lista inclui ainda os produtores, as bolsas de mercadorias, os comerciantes, transportadores e até consumidores. ‘‘Por enquanto a Ouvidoria tem caráter passivo no contato com o cliente - só recebemos as demandas, respondemos e tentamos tomar as providências necessárias. Em breve pretendemos implementar também o caráter ativo, partindo da própria Conab a busca de falhas’’, explica Santin.
De acordo com o ouvidor, a idéia do atual presidente da Companhia de Abastecimento, Francisco Sérgio Turra, é saber o que os clientes pensam da empresa e da qualidade dos seus serviços, para poder melhorá-los. ‘‘A Ouvidoria, desde a sua criação, é um instrumento da cidadania’’, resume Ricardo Santin.
DivulgaçãoO ouvidor informa que atualmente só cerca de 20% das demandas partem do público externo. A explicação, segundo ele, está na pouca divulgação que o serviço teve até agora. ‘‘Embora a Ouvidoria tenha sido criada em agosto, a linha telefônica para ligação gratuita (0800) só entrou em funcionamento em dezembro’’, informa.
Atualmente chegam ao novo serviço da Conab de 5 a 10 ligações diárias, que incluem desde pedidos de cestas básicas (a Conab é a executora do programa Comunidade Solidária, que distribui mensalmente cerca de 1,5 milhão de cestas básicas) até funcionários reinvindicando aumento de salário e fornecedores em busca de esclarecimentos. Segundo Santin, 78% de todas as demandas recebidas até agora foram respondidas. ‘‘É claro que nem sempre podemos responder positivamente a todos os pedidos. Mas o importante é não deixar ninguém sem resposta, seja através de carta ou do telefone’’, diz o ouvidor.

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