Outros produtores comemoram resultados
Entre os irmãos Tomaelli, o clima pós safra de soja transgênica é só alegria. A produtividade média obtida pelos quatro irmãos, João Constante, Antonio Donizeti, Marcos Fernando e José Santos, com a cultivar CD 214 RR, foi de 142 sc/alqueire. ''Tivemos trechos com até 156 sacas por alqueire'' comemora João Constante. Entre área própria e arrendamentos, a área plantada é de 200 alqueires. ''Por desconhecermos a variedade ficamos com receio e escolhemos três lotes, num total de 27 alqueires'', conta. ''No ano que vem devemos plantar exclusivamente soja transgênica''.
O plantio ocorreu no dia 5 de novembro e, como afirma, com um bom desempenho. ''Fizemos uma única aplicação de herbicida e nem foi preciso dessecar a área para o plantio do milho safrinha'', comemora. Na lavoura convencional, João Tomaelli fez três aplicações de defensivos, além da dessecação para o safrinha. Mesmo que a produtividade fosse 20 sacos a menos, ainda seria compensador só pela economia que fizemos'', calcula João Constante.
Na Fazenda São Francisco também, o clima é de comemoração. Segundo o administrador da propriedade, Osvaldo Rodrigues Júnior, a CD 214 RR ocupou todos os 400 alqueires da propriedade. O rendimento da cultura ficou na casa dos 150 sc/alq. A fazenda, segundo o supervisor da Coodetec, Edvaldo Gondo, é vizinha da propriedade de Lucindo Vendramini.
''O plantio teve início no dia 20 de outubro, e não sentimos qualquer problema em relação ao fotoperíodo. Em parte da propriedade utilizamos a irrigação, mas creio que não foi apenas isso que nos beneficiou'', afirma. Osvaldo não tem contato com os produtores que tiveram problema com a cultivar transgênica, mas aposta em interferência climática, ou mesmo em falhas na condução da lavoura. (C.G.)





