Além da pupunha, outras palmeiras estão chamando a atenção dos agricultores mais conscientes da necessidade de plantio para exploração permanente de palmito. Uma delas é a palmeira real australiana (Archontophoenix alexandrae e Archontophoenix cunninghamiana), que possui diferenças básicas em relação à pupunha, mas também oferece boas perspectivas de cultivo. Só em Santa Catarina já existem 22 milhões de pés de palmeira real.
Segundo a produtora Iraci Toledo, que pesquisa os dois tipos de palmeira para obtenção de palmito, ainda não dá para dizer qual delas pode apresentar mais vantagens para o agricultor, embora ambas sejam rústicas e precoces. Ela compara: ‘‘A palmeira real não perfilha como a pupunha, mas se pode plantar cinco mudas em cada cova, que vão produzindo de maneira escalonada. O tempo menor de produção é compensado pelo rendimento em peso, já que, no primeiro corte, o palmito da palmeira real rende de 800 gramas a 1,4 quilo, enquanto o da pupunha pesa entre 600 e 800 gramas’’.
Mais uma diferença entre as duas espécies é a quantidade de mudas por hectare. Enquanto é possível plantar até 50 mil mudas de palmeira real (sistema adensado), no caso da pupunha este número deve ficar em torno de cinco mil. O tempo necessário até a primeira colheita também varia: dois anos, em média, para a pupunha e três anos para a palmeira real.
‘‘A palmeira real não tem espinhos, portanto não há necessidade de seleção de mudas; todas são aproveitadas. As sementes são plantadas diretamente no solo, e não há necessidade de sementeira, como no caso da pupunha. Com isso, o custo de implantação acaba sendo um pouco menor’’, afirma Iraci. Ela lembra também que como a palmeira real não é planta nativa no País, não existem problemas com o Ibama e IAP em relação à Legislação.(S. L.)

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