Durante o Congresso de Entomologia, muito das atenções estarão voltadas para discutir o controle da mosca-branca (Bemisia argentifolii), considerada hoje uma das piores pragas na agricultura. Estima-se que já existem mais de 700 plantas hospedeiras e os prejuízos somem alguns bilhões de dólares. Ela já pode ser encontrada em quase todos os estados brasileiros. As perdas variam de 30% a 100%, principalmente nos cultivos de frutas e hortaliças.
Na seiva A mosca-branca alimenta-se da seiva das plantas, o que pode levá-las à morte ou à diminuição da produção, especialmente quando há alta densidade populacional do inseto. Além disso, elimina uma excreção açucarada que induz o aparecimento de fungos, provocando o apodrecimento de ramos, folhas, flores e frutos.
Os danos comprometem a aparência, prejudicando a comercialização dos produtos, principalmente de frutas para exportação e de plantas ornamentais. A mosca-branca é também vetor de vírus prejudiciais, como o geminivírus e, por isso, as perdas chegam a 100% em diversas culturas de frutas e hortaliças. A mosca-branca adquire facilmente resistência aos produtos químicos utilizados no seu controle.
Praga antigaNo Brasil, os primeiros relatos do aparecimento da mosca são de 1928, mas os registros oficiais foram feitos apenas a partir de 1968. Os danos foram constatados no algodão, soja e feijão, no Paraná. Mais tarde, em 1972 e 1973, foi encontrada em São Paulo. No início da década de 90, ressurgiu em diversas regiões do País, causando prejuízos em uma série de culturas como melão, melancia, abóbora, uva, jiló, entre outras.
Em 1991, foi registrado o primeiro dano expressivo nas culturas de tomate, brócolis, berinjela, abóbora e em plantas ornamentais, como a poinsétia e o crisântemo. Hoje os maiores impactos do ataque da mosca têm sido observados no Nordeste, que tem a maior área de fruticultura do País.
O que é a moscaA mosca-branca é um inseto da ordem hemíptera, pequeno e parecido com uma mariposa em miniatura. O tamanho aproximado das fêmeas é de 0,9 milímetros e dos machos O,8 milímetros. Na fase adulta, possui dois pares de asas membranosas, podendo voar a curtas e longas distâncias. Sob condições climáticas favoráveis, principalmente com temperaturas em torno de 25 graus centígrados, seu ciclo de vida varia de três a quatro semanas. (Colaborou Aline Rosenbaum Benedetti, da assessoria de imprensa, do 17º Congresso Brasileiro de Entomologia).

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