São Paulo produz 85% da cana-de-açúcar da região Centro-Sul, com 13 mil produtores envolvidos no cultivo de 270 milhões de toneladas. Toda a produção é absorvida no próprio Estado, no abastecimento de 200 usinas. ''Só no entorno de Piracicaba são 17'', enumera Arnaldo Bortoletto, diretor da Cooperativa de Plantadores de Cana do Estado de São Paulo (Coplacan).
Participam da cooperativa 3,8 mil produtores de Piracicaba e região, responsáveis pela colheita de 8 milhões de toneladas de cana. Metade da matéria-prima é destinada à produção de álcool e o restante é usado na fabricação de açúcar. O município de Sertãozinho, de acordo com Bortoletto, é o principal produtor do Estado, com cerca de 15 milhões de toneladas.
Para o diretor da Coplacan, a tendência é de crescimento para o mercado do álcool. Segundo ele, a produção brasileira deve superar 32 bilhões de litros até 2010. Atualmente, dos 17 bilhões de litros produzidos, 2,8 milhões são exportados. A cana é comercializada, hoje, a aproximadamente R$ 40/tonelada. De acordo com Bortoletto, esse valor, além de cobrir os custos de produção, permite uma margem de lucro de 10% para os produtores.
O otimismo do segmento se repete no Espírito Santo. Segundo Francisco Ramalho Cavalcante de Albuquerque, gerente agrícola de uma usina da região de Linhares, a empresa pretende transformar áreas de pastagem em cana até 2010. ''Hoje, apenas 7,5 mil dos 13,5 mil hectares são destinados à cana, mas a idéia é expandir a cultura para 12 mil hectares nos próximos dez anos'', afirma.
A matéria-prima para a produção do álcool é produzida pela própria usina que em época de colheita emprega 600 homens. Mais de 70% da mão-de-obra é de Alagoas e Pernambuco. Cerca de 80% do álcool produzido em Linhares é exportado para Japão, África e Europa. Para Albuquerque, o momento é mais do que bom. ''Temos capital sobrando para realizar novos investimentos na cultura'', finaliza.(M.G.)

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