Os números não ''fecham''
Pela lógica, a produção (colheita mais estoque de passagem) deve ficar abaixo da demanda (exportação mais consumo interno). Mas os números não são confiáveis.
Para uma produção de 28 milhões de saca (número da Conab) e um estoque em torno de 10 milhões de sacas, haverá um consumo interno estimado em 15 milhões de sacas e uma exportação de 26 milhões de saca.
Soma e subtração desses dados apontam demanda maior que oferta. Ainda que muitos dados não se confirmem, a margem de erro tende a ser menor que os 3 milhões de sacas, diferença entre o que se espera produzir versus expectativa de compra.
Achar que isto implica necessariamente em alta imediata de preços pode ser precipitado, mas uma coisa é certa: o mercado deve trabalhar ''enxuto'' e isto sim dará sustentação a um preço médio razoável. Há apostas de que o mercado no segundo semestre não trabalhará com preços abaixo de R$ 180,00/saca para o tipo 6 que é o padrão comercial.
O lucro do produtor, porém, não precisa sair de um mercado comprador, nem das estatísticas ou conjuntura econômica. Como o agricultor não tem controle sobre esses fatores, o melhor mesmo é buscar o lucro na eficiência e na qualidade.





