Os jovens estão indo à luta
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sábado, 12 de dezembro de 2015
Ricardo Maia<br> Reportagem Local 
Com o foco no crescimento, a cooperativa Integrada tem procurado cada vez mais atender às novas gerações de produtores que, mais do que seus pais, buscam novidades, almejam sucesso em curto e médio prazo e têm como característica arriscar mais nos negócios. Ligia Jung, produtora de morangos em Floresta (Norte) é um exemplo dessa nova geração que tem mudado a realidade do campo.
Ligia conta que sempre morou com os pais na propriedade. Quando terminou o ensino médio, saiu de casa para cursar faculdade em Maringá. Mas antes de escolher a profissão de engenheira agrônoma, Ligia frequentou por muitos anos o grupo de jovens da cooperativa Integrada. "Foi muito bom, descobri o mundo".
A também futura produtora percebeu no encontro de jovens a importância da profissão de produtor rural que é alimentar as pessoas com produtos de qualidade. "Com o grupo de jovens que participei, aprendi também a vencer a minha timidez, pois passei a acreditar mais em mim", desabafa Ligia. Depois que cursou agronomia, as "brigas" com o pai, que é produtor, começaram porque ela queria implantar novas ideias para as quais seu pai sempre foi reticente.
Depois de um tempo, as conversas começaram a ser mais frequentes e hoje as discussões entre pai e filha são mais construtivas. Sua opção pelo trabalho na propriedade também seguiu outro caminho, ela deixou de ajudá-lo na produção de grãos para dedicar-se ao cultivo de morangos. Com quatro mil plantas, Ligia chega a colher 50 quilos da fruta por hectare.
Ricardo Amano é outro jovem integrado que chegou para renovar o agronegócio. Há apenas quatro anos na atividade, o agricultor afirma que inserção da tecnologia tanto no ramo da eletrônica, quanto nos novos sistemas de produção, sempre foram obstáculos para as gerações passadas. Uma pela falta de oferta de tecnologia, outra pelo modo de produção tradicionalista da agricultura brasileira.
Já na escola, Amano teve acesso ao que é o sistema cooperativista. "Isso me fez ficar com mais vontade de ficar no campo", diz com entusiasmo. Hoje, em 240 hectares, o agricultor cultiva soja, milho e trigo. Os demais 120 hectares da propriedade são voltados para a pecuária. "Para ser produtor, a pessoa não pode desanimar, já que o setor tem altos e baixos", resume o jovem produtor.


