Os caminhos em busca de soluções
Os caminhos em busca de soluções
Além da conscientização da população, o engenheiro ambiental Pedro Paulo Lima-e-Silva destaca que os governos têm que ser chamados à sua responsabilidade, para promover uma educação ambiental mais efetiva e ampliada, e também a aplicação severa da legislação e tributos.
O sistema econômico atual, conforme destaca o autor, ainda se baseia no conceito de finitude, salvo raríssimas exceções. A destruição da floresta, por exemplo, entra no PIB (Produto Interno Bruto) como valor positivo. Isso é retrocesso; afinal, se estou explorando sem repor, a atividade um dia vai parar, é negativa. Até porque a exploração dos recursos florísticos tem ainda como consequência o impacto ambiental sobre o ecossistema, com extinção de espécies. E isso não é computado, observa.
Como exemplo de medida governamental que deu certo, na proteção dos recursos naturais, o engenheiro cita uma exigência que o governo japonês faz às indústrias com domicílio na margem de rios. Por lei, a água com os rejeitos industriais deve ser jogada na posição acima da empresa (a montante) e a coleta da água a ser usada nas atividades da indústria só pode ser feita na posição abaixo (a jusante).
Isso obriga as empresas a tratarem a água, para que usem uma água livre de poluição. O resultado é que os industriais japoneses tratam a água independentemente da lei e ainda se aproveitam disso para fazer o que se chama atualmente marketing verde. Nas propagandas, há imagens de homens pescando ao lado da indústria, conta o pesquisador. (C.C.)





