O equipamento permite captar variáveis sobre a qualidade da água, especialmente temperatura e nível de oxigênio dissolvido
O equipamento permite captar variáveis sobre a qualidade da água, especialmente temperatura e nível de oxigênio dissolvido | Foto: Anderson Coelho/23-08-2017



O Paraná vem num crescimento significativo na piscicultura, atividade cada vez mais valorizada em diversas regiões do Estado. E não se trata apenas de trabalhos de pequeno porte estilo "pesque-pague", mas de empreendimentos sustentáveis, de alta tecnologia e com potencial de valor agregado. Os caminhos da piscicultura moderna e rentável são destaques desta semana no programa Multi Agro, apresentado por Luly Barbero. A exibição inédita acontece amanhã (21) na MultiTV, às 8 horas, com reprises programadas durante toda a semana.

Dados da piscicultura estadual já mostram a evolução que ela segue e como, de fato, pode ser bem trabalhada. O Deral (Departamento de Economia Rural) aponta evolução significativa em seis anos. Em 2010, o Estado produzia 36,8 mil toneladas de pescado, sendo que 27 mil toneladas (73%) eram de tilápia. Em 2016, o valor total fechou 93,2 mil toneladas, sendo 85,7 mil toneladas (92%) de tilápia, alta total de 153,2%. Deste montante, aproximadamente 70% está ligado a tanques escavados e o restante, tanques rede.

Outro fator bem importante que irá auxiliar a piscicultura paranaense em 2018 é a redução de carga tributária de 12% para 7% nas operações de saídas interestaduais que tenham como destino São Paulo, principal comprador do Estado. Mais do que isso: 13 frigoríficos localizados na região Norte do Estado têm capacidade para receber maior volume de produção, ou seja, é possível trabalhar com novos piscicultores, afinal, apenas os atuais não estão conseguindo atender a demanda crescente.

Em meio a esse burburinho do setor, empresas surgem para abocanhar uma fatia de mercado. Um dos destaques na região é a TATILfish, startup incubada na Aceleradora Go SRP Agritech, da Sociedade Rural do Paraná, que desenvolve uma estação de monitoramento instalada em tanques rede. O objetivo é captar variáveis sobre a qualidade da água, especialmente temperatura e nível de oxigênio dissolvido. Essas informações são monitoradas, via aplicativo (app). "Hoje já estamos com um cliente e o equipamento em fase de testes. Também estamos com uma parceria junto ao Senai para o desenvolvimento da parte eletrônica do produto. Nossa expectativa é que no segundo semestre deste ano ele já esteja no mercado", explica o engenheiro agrônomo Luiz Henrique Volso, um dos sócios do negócio.

Pensando neste cenário, ele não tem dúvidas de que a cadeia irá absorver seu produto. "Nossa expectativa é excelente, porque vemos que nosso equipamento é necessário para o produtor. Vejo que existe uma necessidade de aumentar a produtividade para atender a demanda, mas muitos não conseguem devido a dificuldade de aumentar a área. Com nosso equipamento, isso será possível."

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