Os benefícios da criação de baias de confinamento
A diferença entre os sistemas de criação a pasto e confinamento está ligado diretamente ao tempo de abate e também ao acabamento da carcaça. Segundo Bruno Andrade, gerente-executivo da Associação dos Confinadores (Assocon), para agregar 135 quilos em um boi magro são necessários de 90 a 120 dias. Segundo ele, conseguir o mesmo resultado no sistema de produção a pasto demoraria praticamente o dobro do tempo. "É claro que existem exceções, principalmente em relação à eficiência genética dos animais."
Andrade acrescenta que as principais vantagens na adoção do gado confinado são: aumento do controle sanitário, melhoria da gestão na propriedade e a homogeneização da qualidade do rebanho. "Percebemos, além disso, que há uma redução nos custos de produção com o uso da pecuária intensiva", destaca o especialista.
Marcelo Martins, criador de gado de corte na região de Londrina, há cinco anos trabalha com o sistema de confinamento e não se arrepende de ter investido nesse modelo de produção. Com um plantel de 600 animais, ele conta que a sua produtividade praticamente dobrou depois que adotou a técnica. "A cada período de 90 dias eu tenho um animal pronto para o abate e dinheiro no bolso", comemora.
Meio ambiente
A destinação dos dejetos de animais é uma preocupação real por parte dos órgãos ambientais. Por causa disso, a construção de um confinamento deve seguir à risca o que manda às leis ambientais. Na Fazenda Cachoeira, em São Sebastião da Amoreira, o assunto é levado a sério. Como manda a legislação, a área onde se encontram os piquetes está localizada a 100 metros de qualquer corpo d´água presente na fazenda.
As baias do confinamento do pecuarista André Carioba estão localizadas em um plano inclinado para que os dejetos dos bovinos escorram para um lago artificial. Nesse local, os resíduos sólidos são retirados, tratados e depois utilizados como adubo orgânico nas lavouras de soja, milho e tomate. "Além disso, estamos com três projetos para a construção de biodigestores para aproveitar os dejetos dos animais para a produção de energia que movimentará a propriedade", conclui Carioba. Com essas iniciativas, o criador reduziu ainda mais os seus custos de produção. (R.M.)





