Orquídeas: bons preços e mercado certo
Mas se os crisântemos são as principais flores produzidas em Londrina, na região o cultivo de rosas e orquídeas ganham destaque. Em Rancho Alegre, as orquídeas fazem a alegria de consumidores e do casal de produtores, Nilce Koga e Nelson Kumata, que têm na produção mais do que um hobby. Em três estufas estão mais de mil variedades, das mais simples às mais raras.
As orquídeas têm mercado garantido e os preços, segundo os produtores, são compensadores. ''As mais raras podem custar mais de R$ 1 mil''. As espécies mais comuns e conhecidas do público são as cattleyas, flores de tamanho grande com preços que variam de R$ 15 a R$ 100, dependendo do tamanho da planta. Mas o local abriga também as espécies nativas no Brasil, como a Cattleya walferiana e a Amethystoglossa, que chega a gerar de 15 a 20 flores em apenas uma haste. ''Se forem bem cuidadas, algumas espécies podem dar mais de 30 flores em apenas uma haste'', explicam os produtores.
Entre as mais raras estão a espécie Rhynchostillis gigantea, nativa na Ásia e a LC. Remo Prada crown, espécie híbrida que faz a alegria dos colecionadores. Toda a produção é vendida para exposições na região de Londrina e também em São Paulo.
A produção que começou como um hobby há cinco anos, virou negócio. Nilce é engenheira agrônoma e o marido, Nelson, oftalmologista. ''Minha mãe gostava muito e colecionava orquídeas. Depois que ela faleceu, continuei cuidando das plantas'', afirmou a produtora. Desde 2003 eles mantêm as estufas em sistema de produção.
Tanta beleza requer cuidados especiais com essas plantas. Nos 600 metros de área cultivada, uma funcionária ajuda nos tratos com as plantas, além do casal, que apesar de exercer suas profissões, reserva tempo para as flores.
Pesquisas em livros, internet e com outros produtores ajudam a conhecer cada vez mais as plantas. A idéia agora, é montar um laboratório para produzir as próprias mudas (que hoje vêm de produtores de São Paulo ou são importadas), além de instalar mais três estufas. ''A produção está crescendo e o espaço já está pequeno'', afirma Nelson. (M.O)





