Orientação é comprometer apenas 30% da produção
Segundo Alair Antonio Chiari, gerente de comercialização da Integrada, o alto percentual de venda em contrato pelos produtores nesta safrinha se deu porque no momento da assinatura do documento, a tendência do preço do milho era de baixa devido à boa perspectiva de crescimento de produção nos Estados Unidos. ''Essa alta no valor da commodity não era esperada'', salienta. O gerente da cooperativa acrescenta que o produtor não errou em fazer essa opção.
Porém, Chiari recomenda que a venda em contrato não seja superior a 30%, pois o produtor deve estar no mercado. ''O próprio produtor criou essa opção de venda por contrato'', sustenta. Para ele, o agricultor saiu ganhando no que diz respeito à utilização do grão como moeda de troca com os insumos. Chiari completa que os custos dos insumos subiram muito junto com os preços dos grãos. A troca garantiu valores mais acessíveis nos insumos. ''Esse tipo de negócio é sempre interessante'', completa.
Qualidade
O gerente de comercialização da Integrada ainda explica que as chuvas que atingiram o Paraná em junho comprometeram principalmente as lavouras do Oeste. Segundo ele, nessa região o milho foi plantado mais tarde, ficando exposto por um tempo maior aos efeitos do clima. Segundo ele, na região Norte não tem havido grandes problemas com umidade. Chiari explica que com até 6% de umidade o grão é considerado normal.
Atualmente o padrão máximo de tolerância para o mercado interno e externo é de 14%. Quanto ao grau de impureza, o especialista explica que os índices aceitáveis é de até 1%. Para grão avariado é de 6% para mercado interno e 5% para o externo. Chiari completa que devido à falta de oferta reflexo da estimativa de quebra de 30% na safra americana, a tolerância sobre o recebimento de grãos com qualidade inferior deve aumentar, principalmente àqueles voltados para ração animal. (R.M.)





