Gerson Cruz preside a associação de produtores, a Aprocor, que tem sido fundamental no sucesso da atividade. ''Cortamos os atravessadores e estamos mantendo um volume de produção que garante a fidelidade dos clientes'', diz.
O secretário da associação, Carlos Alves de Souza, que também é produtor de maracujás, conta que a entidade foi criada em 1992, para auxiliar os produtores na comercialização do café. Depois, no final de 1999, com os baixos preços registrados pela cultura, os produtores foram estimulados a investir em outras opções de cultivo. ''As melhores alternativas foram o maracujá e o caqui'', conta.
A associação é responsável pela comercialização das frutas. Apesar da venda conjunta, os lotes são separados por produtores. O local possui espaço para a seleção, classificação e embalagem dos maracujás. ''Esse serviço é de responsabilidade de cada produtor'', informa.
Os produtores contam ainda com o apoio do município, que fornece máquinas e cuida do preparo das mudas. As sementes são adquiridas pela associação por meio da Epagri, empresa estadual de assistência técnica de Santa Catarina. ''Nós pagamos uma taxa pela produção e aproveitamos uma estrutura já montada'', destaca o presidente da Aprocor, Gerson Cruz.
Além do apoio aos produtores a associação, estimula a participação da família. As mulheres também estão organizadas e montaram uma cozinha industrial que fornece refeições para os produtores durante os trabalhos na associação. ''Temos parcerias com órgãos como o Senar, Sebrae e Faep para oferecermos cursos aos jovens do campo'', informa. (C.G.)

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