Organização dos produtores
Em São Jerônimo da Serra (80 km ao sul de Cornélio Procópio), a organização dos pequenos produtores também é prioridade. Uma associação, a Aproserra, foi montada no ano passado para atender às câmaras de produção do município: café, grãos, olerícolas, leite.
As primeiras ações estão voltadas aos cafeicultores, pois o grupo além de mais organizado tinha urgência em montar uma equipe para o gerenciamento de uma unidade móvel de beneficiamento. O caminhão e a máquina já haviam sido adquiridos pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável com recursos do Pronaf Infra-estrutura.
Para a construção do barracão e aquisição do equipamento de seleção e padronização do café, a Aproserra e a Emater já encaminharam projeto para o Programa Paraná 12 Meses.
O presidente da associação, Euzébio Truber, diz que além da capacitação dos produtores, a associação já investe na redução do custo de produção dos associados. ''Fizemos compras conjunta de adubo com uma economia de R$ 200,00 por t'', comemora.
O presidente destaca ainda que o café produzido na região, pelas vantagens do microclima e da altitude, oferece ''a melhor bebida do Paraná''. Ele conta que lotes do produto são vendidos por atravessadores como se tivesem vindo de Minas Gerais. Por isso, outra meta da associação, além da qualidade do café, é investir na divulgação do produto e na participação em concursos nacionais que avaliam a qualidade. ''A valorização do café tem que começar pelos produtores. Estamos deixando de ganhar mais com o bom produto que temos''.
A região, segundo a chefe do escritório da Emater, Eliane Aparecida Marson, também teve redução da área plantada de cafés. O desestímulo pelos preços, para ela, afetou mais os ''aventureiros que entraram no oba-oba dos bons preços''. Truber lembra que houve também grandes produtores que optaram pela soja.
A erradicação que ainda ocorre, para Eliane, é mais de substituição. ''Tem muita gente deixando o sistema convencional e optando pelo plantio adensado''. (C.G.)





