Quem pensa que é só da produção e comercialização de leite que a cooperativa Castrolanda garante seus bilhões em faturamento está muito enganado. A cooperativa localizada em Castro (Campos Gerais), adota o sistema de parcerias com grandes marcas para fomentar a industrialização de commodities agrícolas. Segundo o presidente da instituição, Frans Borg, antes do faturamento, o mais importante para a cooperativa é ter um mercado consistente.
Borg frisa que as parcerias garantem segurança para a entidade. "Para construir uma indústria é necessário ter um mercado e isso não se constrói da noite para o dia", frisa o dirigente. Ele completa que o diferencial das cooperativas é que elas já possuem um poder da produção, diferente das grandes marcas. "Esse processo viabiliza a construção de nossas indústrias", completa.
Por meio dessas parcerias e dos investimentos no setor agroindustrial, a Castrolanda estima ter fechado o ano de 2013 com um faturamento de R$ 1,7 bilhão, contra R$ 1,5 bilhão registrado em 2012. A cooperativa trabalha hoje com batata, feijão, leite e carnes. Grandes multinacionais fazem parte do sistema de parceria da Castrolanda.
Sobre a criação de marcas próprias, a exemplo do leite Castrolanda, Borg destaca que o investimento nessa área é demorado, mas é um dos focos. Atualmente, a organização possui mais de 20 produtos industrializados. "O ideal é descobrir nichos de mercado para se ter um diferencial." Borg destaca que o segredo do bilhão em faturamento está principalmente na organização da produção, aliada à credibilidade da cooperativa. Ao todo, a Castrolanda possui em torno de 760 associados.(R.M.)

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