Orgânico ou sem agrotóxico?
Para ser considerada orgânica, além de não utilizar agrotóxicos, também não devem ser utilizados na lavoura adubos químicos sintéticos ou industrializados. O engenheiro agrônomo e coordenador estadual de Olericultura do Instituto Emater, Iniberto Hamerschmidt, explica que nas lavouras orgânicas, os compostos Nitrogênio, Fósforo e Potássio (NPK) fundamentais para o desenvolvimento das plantas -, são adquiridos por meio de compostos naturais. "A diferença básica do tomate orgânico para o sem agrotóxico é que o segundo utiliza adubo químico industrializado e em quantidade inadequada estes elementos podem ser prejudiciais à saúde", comenta. Para que o consumidor saiba diferenciar os produtos, basta procurar o selo de certificação do Ministério da Agricultura para produtos orgânicos.
Conforme dados da Emater, no Paraná há 1810 produtores que cultivam legumes orgânicos e eles alcançam uma produção de cerca de 60 mil toneladas por ano. "A área do tomate orgânico não é muito grande, são 147 produtores que cultivam uma área de 43 hectares e alcançam uma produção de 2.400 toneladas por ano", aponta. O engenheiro agrônomo destaca que a maior parte das lavouras de tomate orgânico está concentrada no sul do estado por conta do clima mais favorável, mas na cidade de Uraí (Norte), há alguns produtores. "São 45 produtores de olerícolas orgânicas na região norte do Estado, entre elas o tomate. Por conta do clima mais quente, eles cultivam em ambiente protegido por sombrite, diferente daqueles que cultivam nas áreas mais frias do Paraná", afirma.
Um hectare plantado com tomate orgânico produz entre 50 e 60 mil quilos do fruto e o quilo do produto é comercializado entre R$ 2,00 e R$ 2,50. "A renda bruta seria de cerca de cerca de R$ 120 mil por hectare e o custo de produção desta mesma área gira em torno de R$ 50 mil e R$ 60 mil, o que resulta num bom rendimento final", calcula Iniberto. Conforme ele, os produtores saem ganhando quando conseguem vender o produto diretamente para o consumidor, sem passar por atravessadores. "Várias cidades do Estado contam com feiras de produtos orgânicos e esta é a melhor saída para os produtores", afirma. (M.A.)





