Orgânico é exigência do consumidor, diz pesquisadora
A pesquisadora da Embrapa/Soja, da área de entomologia, Beatriz Ferreira, afirma que o cultivo de soja orgânica não é recente, mas nos últimos tempos a demanda aumentou muito em função de dois fatores: exigência da sociedade que quer produtos mais limpos e o preço diferenciado pago por este produto.
Estes dois fatores são aliados, segundo ela, no crescimento do cultivo de soja orgânica. O agricultor está preocupado com a questão ambiental, a qualidade de vida, mas tem a parte econômica influência muito também.
Beatriz Ferreira afirma que aos poucos a soja está sendo aderida na alimentação. Devagar ainda, não no ritmo desejado, mas está tendo mais aceitação, afirma. Hoje 85% da produção brasileira é exportada para a Europa, EUA e Japão, para a produção de tofu.
A pesquisadora afirma que a soja orgânica é mais adequada para pequenas e médias propriedades, devido a dificuldade de se controlar o mato em grande áreas. Na produção agrícola este controle é feito através de capina.
Ela explica que quanto mais o agricultor usa produto agressivo, mais desequilibra o ambiente e mata os inimigos naturais, criando populações resistentes de pragas. No cultivo orgânico é feito o controle biológico.
No caso do percevejo tem a vespinha que é tecnologia da Embrapa/Soja.
Beatriz Ferreira explica que estão em pesquisa a armadilha com urina bovina (iscas para percevejo), já usada por agricultores; e plantas inseticidas ( extratos naturais que atacam o percevejo).
Beatriz Ferreira explica que o cultivo orgânico é uma filosofia que leva em consideração o equilíbrio da planta com o solo. Quanto mais sadia, bem nutrida, melhor suporta os ataques de pragas. Normalmente é uma atitude assumida em toda a propriedade, gado orgânico, frango orgânico, reflorestamento, mata ciliar, afirma.





