ORÉGANO
PUBLICAÇÃO
sábado, 10 de janeiro de 2009
Rui Cépil Diniz 
Aspectos agronômicos: Planta da família Lamiaceae, nativa da região mediterrânea da Europa, Norte da África e Oriente Médio. Aclimatada na América do Norte e nas regiões áridas da América do Sul (Chile e Argentina). É cultivada extensamente com fins culinários.
Erva perene de clima temperado a subtropical semi-árido. Tolera geadas moderadas. Não tolera alta umidade relativa do ar, mas exige bom suprimento hídrico no solo.
Requer solos bem drenados, não sujeitos a encharcamentos periódicos, com fertilidade mediana a alta e bom teor de matéria orgânica. Prefere pH de reação neutra, entre 5 e 6,5.
Propagação: Por sementes ou estaquias.
- Sementes: em setembro, semea-se em bandejas ou tubetes com areia ou substrato apropriado para sementes e mantidos sombreados. Repicar para saquinhos quando a planta estiver com 5 a 10 centímetros (cm). Levar para o campo quando estiverem com 10 a 20 cm. Deve-se manter irrigação frequente até o 2º mês de transplante.
- Estacas: devem ser retiradas de plantas adultas em set-out, comprimento de 10 a 15 cm, com folhas e colocadas em sacos plásticos ou copos descartáveis de polietileno. Levar para o local definitivo de dezembro a janeiro.
Espaçamento: 25-30 cm entre plantas X 30-50 cm entre linhas. Planta prostrada podendo chegar a 50 cm de altura.
Colheita: O primeiro corte pode ser feito após 4 a 5 meses do plantio no local definitivo, cortando-se os caules entre 5 e 10 cm do nível do solo. Dependendo da adubação e da irrigação pode-se efetuar 3 cortes/ano (Putievisky & David, 1984). A temperatura máxima de secagem deve ficar em torno de 40 a 45º C.
Obs.: Deve-se renovar a área a cada 2 a 3 anos. Pode ser hospedeira de Meloidogyne arenaria e Meloidogyne javanica (Prosdócimo & Lozano, 1998).
Nomes comuns: Orégano, orégão (Portugal), mejorana (Caribe), mejorana silvestre, origain (França),origano, dost, wild marjoran (Inglaterra).
História: O nome orégano provém do grego oros e ganos que significam ''adorno ou alegria da montanha'', devido ao seu aspecto e aroma agradável. Na Roma antiga era considerada planta portadora de felicidade e paz, tendo sido introduzida na Inglaterra pelos romanos. Além de seu uso medicinal e alimentício, também foi utilizada em alguns países para aromatizar cervejas.
Usos terapêuticos: Aromático, analgésico, antiinflamatório, antisséptico (bactericida, antifúngico, antiviral), diurético leve, digestivo, orexígeno, antioxidante. Utilizado também em doenças respiratórias diversas, tais como coqueluche (''tosse comprida''), rinites, traqueítes, traqueobronquites, e como antitussígeno.
Princípios ativos: Óleos essenciais (timol, carvacrol, terpineol), monoterpenos e sesquiterpenos, ácidos fenólicos, flavonóides, taninos, resinas, princípios amargos, etc.
Partes utilizadas: Folhas frescas ou secas e sumidades floridas. Ocasionalmente o óleo essencial.
Formas de uso e dosagem:
- Uso interno: Infusão - 20 a 40 gr/litro de água, 3 xícaras/dia ou utilizado para gargarejos. Tinturas alcoólicas e óleos essenciais. Extrato fluído: 3 a 5 g/dia. Extrato seco (3:1): 200 a 750 mg/dia. Óleo essencial: 2 a 5 gotas em água, 2 a 3 x/dia.
- Uso externo: Banhos, cataplasmas, linimentos, pomadas e tinturas, como antisséptico, analgésico e cicatrizante.
- Outros usos: Utilizado principalmente como condimento em pizzas, saladas, carnes, etc., além de ser empregado como antioxidante em embutidos; Seu óleo essencial é utilizado em perfumaria.
Tempo de uso: Evitar o uso interno contínuo e prolongado.
Efeitos colaterais: Sonolência em altas doses.
Contra-indicações: Gravidez e lactação.
Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.
Fontes principais de consulta: ''Plantas aromáticas e medicinais - cultivo e utilização'' - Paulo Guilherme Ferreira Ribeiro e
Rui Cépil Diniz. Londrina: Iapar, 2008. ''Tratado de fitomedicina - bases clínicas e farmacológicas'' - Dr. Jorge R. Alonso. Editora Isis. 1998 - Buenos Aires - Argentina.
RUI CÉPIL DINIZ é médico especialista em Fitomedicina e Saúde da Família, responsável pelo Programa Municipal de Fitoterapia (e-mail: [email protected] e telefone 43-3321-0652).


