Oportunidade para ampliar
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sexta-feira, 25 de julho de 2003
Cláudia Barberato<br>Reportagem Local 
Muitos dos feirantes, especialmente aqueles que vendem o que produzem na feira livre, garantem que os produtos expostos são saudáveis e com o menor uso possível de produtos químicos no controle de pragas e doenças. Mas, nenhum tem a certificação de que seus produtos são isentos de agrotóxicos. A afirmação é da pedagoga Shirley Obara, da Terra Livre, empresa que promove venda de produtos orgânicos.
De olho nesse mercado e no apelo junto aos consumidores Shirley montou no último domingo, dia 20, a primeira barraca de produtos orgânicos, com selo de qualidade e certificação, na feira livre da Avenida São Paulo.
Ela garante que tudo a ser vendido ali é comprado de produtores da Associação de Produtos Orgânicos da Região de Londrina (Apol), com certificação da Fundação Mokiti Okada.
No primeiro dia de comercialização a expectativa foi superada e o movimento de pessoas na barraca surpreendeu, garante. A empresa de Shirley já coloca a produção de orgânicos na maioria dos supermercados de Londrina. Os consumidores, segundo ela, reclamam que o produto é mais caro do que o convencional, ''mas precisam saber da diferença em consumir esse tipo de alimento.''
Ela acredita que o fato de poucos produtores ainda estarem apostando no cultivo sem agrotóxicos faz com que o preço seja diferenciado. Com o aumento do cultivo, ''que está sendo ampliado'', garante Shirley, será possível tornar os produtos mais acessíveis à população.
A venda dos produtos orgânicos em feiras livres, segundo Shirley, por enquanto, será apenas aos domingos, mas o objetivo é ampliar a oferta a curto prazo para outros dias da semana.
O fato de vender na feira livre, analise Shirley, dá maior divulgação ao tipo de produção e pode também abrir mais mercado para o produtor.


