OPINIÃO DO LEITOR - Engenheiro agrônomo
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 10 de outubro de 2003
Florindo Dalberto 
O dia 12 de outubro é, também, o Dia Nacional do Engenheiro Agrônomo. É porque nessa data, há exatamente 70 anos atrás, em 1933, era publicado o decreto 23.196, do presidente Getúlio Vargas, que ''regulava o exercício da profissão agronômica e dava outras providências...''
Ao longo desses 70 anos, o engenheiro agrônomo consolidou-se como um profissional importante para a sociedade, principalmente no Estado do Paraná, que tem uma agricultura de porte, diversificada e em permanente transformação. E que, poranto, depende intensamente da agronomia, aqui colocada no seu sentido amplo: o conjunto das ciências e dos princípios que regem a prática da agricultura.
A trajetória da profissão para mostrar seu valor e ocupar seu aspaço, frente às evolutivas demandas da sociedade, foi e é marcada por grandes lutas e desafios. E essa trajetória só tem sido possível graças ao histórico de organização da categoria ao longo do tempo.
Em Londrina, desde sua criação em 28 de junho de 1969, como um núcleo regional da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná, a AEA de Londrina teve sua história marcada por forte presença no cenário da agricultura regional.
São 34 anos de participação ativa nos fatos relevantes da agronomia regional, como o lançamento da Folha Rural junto à Folha de Londrina, a criação do Iapar, a vinda da Embrapa-Soja para o Paraná, a instalação do curso de agronomia na UEL e em todos os movimentos técnico-políticos que conduziram à transformação qualitativa da monocultura cafeeira para o novo padrão agrícola que o Norte do Paraná hoje ostenta.
Novos desafios - Na região de Londrina atuam hoje mais de mil engenheiros agrônomos, nos mais especializados setores, constituindo um centro de referência e de excelência da agronomia nacional. A Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina dispõe de ampla sede própria em área de 12.000 m2 no Jardim Granville. A atual diretoria, de ''gente antiga com ânimo novo'', como se auto-define, se propõe a um grande fortalecimento da ategoria, pois o novo cenário global chama a um reposicionamento do papel dos profissionais de agronomia, mantendo-se como parte ativa na concepção e no comando da transição, enquanto parcela organizada da sociedade e como agentes de transformação e de desenvolvimento.
Florindo Dalberto é vice-presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina.


