OPINIÃO DO LEITOR - A organização de uma classe
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 30 de abril de 2004
Dionisio Gazziero (*) 
Na última quarta-feira a Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina, em conjunto com a ANPARA e a SEAB-PR, realizou uma reunião de carater Nacional para discutir problemas relacionados ao registro de produtos fitossanitários. Estiveram presentes representantes de instituições oficiais dos Governos Federal e Estadual vindos de Brasília e Curitiba, bem como de várias instituições do setor privado vindos de São Paulo. O registro de produtos envolve não só o Ministério da Agricultura como também o Ministério da Saúde e o Meio Ambiente.
As dificuldades, a burocracia, o custo e o tempo para registro e extensão de uso de um fitossanitário desincentiva e desestimula os fabricantes. Desta forma as pequenas culturas como as horticulas não dispõe da gama necessária de produtos para protegê-las. O mesmo ocorre com as grandes culturas, a exemplo do percevejo barriga-verde no milho e no trigo. Este problema induz a ilegalidade obrigando algumas vezes o agricultor a utilizar produtos não registrados oficialmente para um dado fim. No bojo destas discussões é possível incluir também o uso de produtos contrabandeados, cujo risco não é apenas a prisão do usuário ou queima da cultura por fitointoxicação, mas principalmente a possibilidade da entrada no país de produtos contaminados que podem levar a problemas graves de saúde do consumidor.
O que se deseja é que o agricultor não fique sem opções para proteção da lavoura e que o engenheiro agrônomo tenha a sua disposição produtos técnicos viáveis, e mais que tudo autorizados para uso dentro dos padrões previstos na legislação brasileira.
A organização das classes, como o caso da AEA/LD é necessária em qualquer sociedade.
A AEA/LD que em 28 de junho próximo completará 35 anos de existência, tem na sua história a participação em assuntos de grande interesse.
Em parceria com a Folha de Londrina lançou a edição daquele que foi o segundo suplemento agrícola do Brasil, a Folha Rural, cuja primeira edição aconteceu em 10 de dezembro de 1969.
Participou de forma decisiva na criação da Secretaria Municipal de Agricultura e a defendeu com sucesso quando foi proposto a sua extinção. Tem participado da difusão de tecnologias, valendo-se para isto dos colegas de diferentes Instituições. Organizou, em conjunto com o Iapar, a Embrapa e a Uel grandes eventos, como o II Congresso Nacional de Soja, o Seminário do Trigo, o Curso de Fruticultura, entre tantos outros. Foi incansável na divulgação do Plantio Direto em nossa região e co-responsável por sua adoção. Está sempre gerenciando diferentes atividades, e na próxima semana realizará a Atualização na Cultura do Trigo. Envolveu-se nas discussões da reestruturação do Iapar e lutou pela disponibilidade de maior volume de verbas para aquele Instituto.
A AEA/LD é uma entidade que organiza em torno de si os engenheiros agrônomos para participarem das questões de interesse da classe, o que envolve o Ensino, a Pesquisa, a Assistência Técnica, a Extensão Rural, o Crédito, a Indústria e o Comércio. Tem conseguido congregar de forma profissional e amigável todos os segmentos e tem feito o papel que lhe é reservado em uma sociedade organizada.
(*) Dionísio Luiz Pisa Gazziero
Diretor Técnico da Assoc. dos Engº Agrônomos


