OPINIÃO
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Florindo Dalberto 
''Queira Deus que não tenha sido a Associação dos Engenheiros Agrônomos porque aí seria demais'', foi a expressão usada na coluna Um Dedo de Prosa (edição de 18 de setembro) para expressar o espanto com o embargo - devido a ''denúncia de uma associação ligada ao setor'' - da soja de Herbert Bartz, produzida pioneiramente nos anos 70 pelo sistema tecnológico de plantio direto.
Desde sua fundação, em junho de 1969, a Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina (AEA) mobiliza os profissionais da região (hoje mais de mil), sempre em defesa do aprimoramento da agricultura. Nesses 37 anos tem marcado presença histórica nos fatos relevantes da agropecuária regional, como o lançamento da Folha Rural em 10 de dezembro de 1969; a criação do Iapar; a vinda da Embrapa; a instalação do curso de agronomia na UEL e participação em todos os movimentos técnico-políticos que levaram à transformação da monocultura cafeeira para o novo padrão agrícola que o Norte do Paraná hoje ostenta. A entidade sempre se colocou como um fórum independente na defesa da atuação ética e profissional dos agrônomos.
Atualmente, com o apoio do Londrina Convention & Visitors Bureau, a AEA captou para Londrina a 4 edição do Congresso Brasileiro de Assistência Técnica e Extensão Rural (ConBATER), que será realizado em maio do próximo ano. É a primeira vez que uma entidade regional organiza o evento.
Especificamente no tema do plantio direto, a associação sempre esteve preocupada com o fomento dessa tecnologia: foi a promotora, no final de 80 e nos anos 90 de famosa série dos ''Simpósios sobre Plantio Direto no Norte do Paraná''.
Não, definitivamente a AEA não poderia pedir o embargo da primeira soja produzida no Paraná em plantio direto. Porque aí seria mesmo demais: também nós ficaríamos indignados com qualquer ação que viesse impedir o uso adequado da ciência e do conhecimento em proveito da natureza e da humanidade.
Aliás, em agricultura, o uso seguro e eficiente da tecnologia, do plantio direto dos anos 60 até a transgenia do presente, só pode ser feito mediante a atuação competente e ética do agrônomo. É isso, em síntese, que a Associação dos Engenheiros Agrônomos - de Londrina e de todo o Brasil - defende de modo intransigente, em benefício da sociedade.
FLORINDO DALBERTO é presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina


