A captura dos morcegos é feita do cair da tarde à madrugada, quando eles saem de seus abrigos à procura de alimento. Os técnicos passam uma pasta vampiricida nas costas dos animais e os soltam.
Mais tarde, voltando aos abrigos, os animais capturados são lambidos por outros morcegos (eles têm o hábito de se limparem, lambendo-se uns aos outros). O vampiricida tem como princípio ativo a varfarina, um anticoagulante que age sobre o sistema nervoso central do animal, paralisando-o até a morte.
Os técnicos passam o vampiricida nos morcegos hematófagos, que transmitem a raiva. As espécies frugívoras (que se alimentam de frutas e flores), insentívoras (insetos) e carnívoras (que comem pequenos animais) devem ser preservadas. Para apreender os hematófagos, os técnicos armam redes, presas em estacas, na abertura das grutas e cavernas. Nas regiões Norte e Oeste, as redes são armadas ao redor dos currais, para flagrar os morcegos que procuram suas presas.
Alguns alguns dos morcegos capturados são enviados a laboratório, para detectar possíveis casos de raiva. (V.C.)

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