O Sítio Nossa Senhora Aparecida, em Maravilha, distrito de Londrina, é diferente dos outros da região. Numa área próxima à casa-sede, parecendo mesmo um grande jardim, o agricultor Claudiomar Sanches cultiva 12 mil roseiras. Atualmente, ele é o único produtor de rosas do município. São seis mil metros quadrados que Claudiomar dedica à floricultura.
Em sua lavoura, é possível encontrar as variedades dallas, que produz rosas vermelhas; oseane, de cor champanhe, e a tinic, branca. Claudiomar se interessou pelo cultivo de rosas devido à rentabilidade. ‘‘A rosa tem um preço atrativo’’, diz. Todas as informações que precisava conseguiu junto a produtores de Atibaia (SP) e de Barbacena (MG).
CuidadosO cultivo, segundo Claudiomar, exige cuidados e muita mão-de-obra. As roseiras são cultivadas em porta-enxerto, também conhecido como cavalo. Entre uma planta e outra é necessário manter um espaçamento de 25 centímetros. O espaço entre linhas fica entre 1,8 e 2 metros. A poda deve ser regular. Dois anos depois da implantação, as roseiras começam a produzir. Claudiomar tem colhido cerca de 3 mil dúzias a cada 45 dias.
Há três anos na atividade, o agricultor tem enfrentado dificuldades para continuar a produzir rosas. Além dos altos custos - cerca de R$600 por mês para manutenção -, o agricultor não tem encontrado mercado fixo para seu produto.
‘‘São poucas as floriculturas que compram minhas rosas, porque não tenho como atender os pedidos no prazo exigido’’, diz. Mesmo assim, ele pretende continuar investindo na atividade: ‘‘Acredito que em mais dois anos vou começar a ter lucro.’’
Venda diretaA solução que Claudiomar tem encontrado é a venda direta ao consumidor. Para isso ele está participando de programas da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento de Londrina, como o Direto do Produtor e a Feira do Produtor. Nesses espaços, o produtor tem comercializado as rosas a R$0,20 o botão.
O produtor acredita que a rosa possa ser uma alternativa de diversificação em Londrina, desde que haja tecnologia e assistência técnica apropriadas. ‘‘Essa é outra dificuldade que enfrento. Em Londrina não tem assistência técnica especializada em roseiras. Todas as informações que precisei, para começar a cultivar rosas, fui buscar junto a outros produtores’’, diz.

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