Fabiana argumenta que o pecuarista deve buscar opções de venda para a produção, dessa forma, aumentando as chances de rendimentos. As negociações no mercado futuro seria uma das melhores opções. Para quem está começando nas negociações em bolsa, Fabiana explica que o produtor pode comercializar 20% da produção no mercado futuro.
Para entrar nas negociações do mercado futuro, Fabiana esclarece que o pecuarista precisa entrar em contato com uma corretora de valores e fazer um contrato. É a corretora que irá operar as negociações na bolsa informando ao pecuarista as cotações. Ele, por sua vez, é que ordena à corretora quando vender ou comprar os produtos. Atualmente, apenas 20% do que é produzido no país passa pelo mercado futuro, informa Fabiana.
O corretor de valores Cássio Luiz Dal Bó Grava, explica que é fácil negociar na BM&F. Ele argumenta que o valor mínimo de bois a ser negociado é de vinte animais ou 330 arrobas, com uma média de R$60 reais de taxas de administração para a corretora de valores por contrato. Há também uma espécie de seguro contra inadimplência, chamado de margem de garantia, para cada contrato, o seguro gira em torno de R$600.
Grava exemplifica com números as vantagens de se negociar no mercado futuro. Na última segunda-feira, a arroba era comercializada em São Paulo por R$ 53,50 à vista. Em um contrato fechado para outubro deste ano valor da arroba estava cotado a R$57,85. Já para outubro de 2006 o preço era ainda mais atrativo R$65,5, valor R$12 maior do que o preço praticado à vista no início desta semana.
Um dos problemas, todavia, da venda no mercado futuro é a hesitação do produtor na hora de vender quando o preço já é interessante. '' Mesmo com o preço bom, se o valor pago cobre os custos de produção e gera lucro, muitos produtores ainda esperam por um preço maior na hora da venda o que, na maioria, não acontece'', declara Grava.(J.W.)

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