Olericultor precisa buscar alternativas
O coordenador do Núcleo de Estudos de Agroecologia (Niagro) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Maurício Ursi Ventura, é responsável por um trabalho que agrega iniciativas que vão desde a pesquisa, capacitação de produtores até a certificação para a comercialização de produtos orgânicos. Os alunos da universidade, inclusive, realizam assistência técnica para um grupo de cem produtores da região Norte do Estado.
Ventura comenta que os produtores de olerícolas e hortaliças, de modo geral, têm dois grandes problemas para enfrentar: o primeiro deles é que o consumidor não tolera muitos danos ao adquirir um produto. O segundo é que se as pragas não forem controladas rapidamente e com eficiência, provavelmente esses danos serão inevitáveis. "Somado a tudo isso, eles não conhecem muitas alternativas ao uso de agrotóxicos."
Se por um lado o consumidor busca um produto esteticamente atraente, por outro lado, ele quer algo saudável, com segurança alimentar. Para o professor, é possível conciliar as duas características com o controle biológico. "São muitas alternativas. Um exemplo simples são as plantas repelentes para diminuir a infestação de pragas e outras que atraem inimigos naturais, o que chamamos de controle biológico conservativo. Há várias linhas de ação para atingir resultados. Às vezes, isso requer um pouco mais de treinamento, mas diferentemente dos produtos químicos, eles não causam intoxicação."
Por fim, Ventura também bate na tecla que atualmente toda a logística das revendas é focada na comercialização de produtos químicos convencionais. "Talvez na revenda ou cooperativa o produtor não encontre esse tipo de produto biológico. É preciso exigir. Uma ideia é procurar na internet o que ele pretende utilizar e entrar em contato com a empresa para descobrir o representante na sua região", sugere. (V.L.)





