Óleo muito nobre para queimar
Dados da Embrapa Algodão, na Paraíba, apontam que a tecnologia utilizada no cultivo da mamona pouco tem evoluído. São definidos, basicamente, dois tipos de sistema de produção. No primeiro, a cultura assume papel social de grande relevância. A força de trabalho familiar explora pequenas áreas, sempre em regime de consórcio com o feijão e o milho. Neste sistema não existe mecanização nem utilização de insumos modernos, como sementes melhoradas, defensivos e fertilizantes. No segundo sistema, o cultivo assume caráter mais comercial, com a participação da tração mecânica e a utilização de insumos modernos.
Para o consórcio com o feijão a orientação é que a leguminosa seja plantada 15 dias depois do plantio da mamona. O produtor deve usar cultivares resistentes a viroses, de ciclo curto, hábito de crescimento determinado e porte ereto, para evitar ou reduzir ao máximo a competição com a mamona. Outros consórcios estão sendo estudados envolvendo o gergelim e o amendoim. Já o consórcio com o milho e o sorgo deve ser evitado, pois essas gramíneas são muito competitivas e reduzem a produtividade da mamoneira.
A mamoneira, tanto em sistema de cultivo solteiro como consorciado, é muito sensível à competição com plantas daninhas, que podem reduzir bastante sua produtividade. O período crítico de competição e que exige maior controle são os primeiros 70 dias após a emergência das plantas.
Nas condições de clima e de solo do Nordeste do Brasil, em especial no semi-árido, as doenças da mamoneira são muito poucas, não tendo expressão econômica. A principal doença da mamoneira é o mofo cinzento, causado pelo fungo Botrytis ricini, que ataca e destrói toda a estrutura floral e de frutificação da planta. Para o controle deve-se eliminar os restos culturais e fazer a rotação de culturas. (M.G.)





